Assisti ao musical Kafka e a Boneca Viajante no Teatro Villa-Lobos. O espetáculo é baseado em uma suposta história de Kafka, que ele teria encontrado uma menina em uma praça. Ela tinha perdido a sua boneca. Kafka passaria a escrever cartas como sendo a boneca viajante. Não se sabe se o encontro realmente aconteceu, porque as cartas nunca foram encontradas. Vários autores já escreveram contos, livros e peças com essa história. A adaptação é de Rafael Primot, a direção de João Fonseca e a direção musical de Tony Lucchesi.
O espetáculo é uma graça. Quando Kafka (André Dias) lê as cartas para a menina (Carol Garcia), a boneca (Alessandra Maestrini) aparece para viver as viagens.
Fotos de Jessica Christina
Em casa, Kafka, bastante adoentado, vive com a esposa Lilian Valeska. Todos cantam lindamente! Adoro espetáculos com música ao vivo. Kafka e a Boneca Viajante fica em cartaz até 10 de dezembro.
Assisti Lupin, Parte 3 (2023), de George Kay na Netflix. Como adoro essa série e como ansiava por essa continuação. Omar Sy está maravilhoso como sempre.
Mais mirabolante que nunca, Lupin forja sua própria morte. Dá muita pena da família (Ludivine Sagnier e Etan Simon), mas o filho acha o tempo todo que seu pai está vivo segundo um de seus livros. Eu gosto tanto da série, não entendo porque ainda não fui atrás dos livros.
Em paralelo vai passando a adolescência do Lupin pra explicar essa temporada, ou pra mostrar que a história se repete. Essa cena é do final da copa, quando a França joga com o Brasil. Mamadou Haidara faz muito bem o Lupin jovem. A trama da juventude fala muito da exploração de menores com a falsa premissa de ajuda. O instrutor de luta dos jovens, ajuda eles se colocando como tutor pra eles terem casa, mas ele pede contrapartidas.
Naky Sy Savané é a mãe de Lupin que é muito presente na terceira temporada. Boa parte das tramas ela está envolvida.
Os policiais (Soufiane Guerrab e Shirine Boutella) sofrem o diabo nessa temporada. O amigo (Antoine Gouy) de Lupin também.
Assisti Invitación a un Asesinato (2023) de José Manuel Cravioto na Netflix. Esse filme mexicano é daquele gênero que me viciei, um toque de comédia com um assassinato. É razoável!
Uma mulher convida vária pessoas a uma casa sua isolada. O local é deslumbrante. Já vimos inúmeros filmes com essa premissa. A irmã é famosa em um podcast que desvenda mistérios. A que convida é assassinada, começa então a investigação. Eu até desconfiei, acertei em parte, mas é bem feito o roteiro, não era bem o que eu tinha imaginado, mas é bem explicado. Maribel Verdú que convida o grupo. Regina Blandon é a irmã.
Assisti a ópera Cinderela de Pauline Viardot no Theatro São Pedro. A compositora e cantora era francesa (1821-1910). Linda a música. A regência foi da incrível Priscila Bonfim, a frente da Orquestra do Theatro São Pedro. A música é muito bonita.
Fotos de Heloisa Bortz
O espetáculo foi voltado para as crianças, tinham várias na plateia. Fiquei muito curiosa pra ouvir delas o que acharam. As que via de onde estava ficaram bem quietas. E foi cantado em português, mas com legendas.
No elenco estavam a soprano Marly Montoni no papel de Cinderela, o tenor Mar Oliveria como o Princípe, Jean William, como O Conde, Johhny França, como o Barão de Pictordu, Fernanda Nagashima, como Amelinde, Daiane Scales, como Maguelone e Maria Sole Gallevi, como A Fada Madrinha. No coro: Thaís Azevedo, soprano e Edileuza Ribeiro, mezzo-soprano.
Assisti C´mon C´mon (2021) de Mike Mills na HBO Go. Que filme delicado! Dois irmãos se falam pelo celular. Ela tem que ir ajudar o marido que está em crise nervosa. Ele se oferece pra ficar com o sobrinho na casa deles.
Ela é uma mãe zelosa, explica tudo, fica aflita, mas ela precisa de estar com o marido. Como toda criança, o filho tem uma energia inacreditável! E ainda está sob os efeitos dos conflitos familiares que está passando. O tio é Joaquim Phoenix, o garoto, Woody Norman.
Ele vai ficar com o garoto na casa dele, em uma pequena cidade. No trabalho, ele entrevista crianças e adolescentes sobre o futuro e suas vidas. O menino fica encantado com os equipamentos. Como ele precisa ficar mais tempo com o garoto, eles seguem para Nova York e depois para New Orleans. São lindas as cenas dos dois, mas muito bonitos quando depoimentos de crianças e adolescentes se misturam com eles. Além de falar do futuro, das impossibilidades do futuro, fala muito de sentimentos. O tio tem muita dificuldade de expressar os sentimentos, a irmã e o sobrinho que o ajudam a lidar com as emoções.