quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A autobiografia de Alice B. Toklas

Terminei de ler A Autobiografia de Alice B. Toklas (1933) por Gertrude Stein da Cosac Naify. Fiquei com muita vontade de ler livros de Gertrude Stein depois de ler o livro À Margem Esquerda de James Campbell. Nele o autor conta como a escritora foi importante para que americanos conseguissem vistos para entrar em Paris. Depois no filme Meia Noite em Paris de Woody Allen o escritor quer que a Gertrude Stein leia o seu livro já que ela foi importantíssima nas opiniões das artes no período. Inclusive revi trechos do filme recentemente e a primeira vez que o escritor vai a casa de Gertrude Stein é a Alice B. Toklas que abre a porta. Eu tinha me incomodado de saber que nunca tinha lido nada dessa escritora então eu comprei esse livro no Dia do Livro quando a Livraria Cultura fez uma promoção de livros com 50% de desconto.

Obra Gertrude Stein (1906) por Pablo Picasso

No filme, Gertrude Stein está sentada e em cima está o quadro de Pablo Picasso dela. Alice B. Toklas e Gertrude Stein eram americanas.  Eu confesso que não tinha ideia que a Gertrude Stein era americana, pelo nome achava que era alemã ou pelo menos da Europa. Elas viveram juntas por 25 anos. No livro elas contam um pouco do período que viveram principalmente em Paris. Os amigos que fizeram. A história das duas se misturam. Gertrude Stein foi uma grande incentivadora da arte do período, comprava muitos quadros de grandes pintores. Como conta Alice B. Toklas, todos eram tratados pelo primeiro nome, eram amigos. A opinião de Gertrude Stein era muito importante para todos. Esse livro é fascinante, conhecer a intimidade e o início de tantos pintores, como Gertrude Stein os descobria e os incentivava, principalmente comprando suas obras. 

Gertrude Stein escrevia muitos artigos para jornais. Dos artistas que frequentavam sua casa estavam: Pablo Picasso, Francis Picabia, Hemmingway, Guillaume Apollinaire, Erik Satie, André Derain, Juan Gris, Francis Rose. No livro há duas fotos das duas juntas e uma da Gertrude Stein. Belíssima edição!

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Confissões de Adolescente

Assisti no cinema Confissões de Adolescente (2014) de Daniel Filho e Cris D´Amato. Eu queria muito ver esse filme, tinha visto alguns episódios da série, reprisa de vez em quando e queria ver a atualização e adaptação para o cinema. Eu vinha acompanhando as matérias sobre a realização do filme e estava ansiosa pra ver. Eu e minha mãe gostamos muito, o filme está muito bonitinho. Os textos são da Maria Mariana, na época que escreveu, adolescente, atuava na série. Foram precisas atualizações, incluir a internet, os celulares.

Gostei muito da escolha das atrizes para interpretar as quatro irmãs e do Cássio Gabus Mendes interpretar o pai. Elas são interpretadas por Sophia Abrahão, Isabella Camero, Malu Rodrigues e Clara Tiezzi. Achei bacana que as atrizes que fizeram a primeira versão participam do filme: Maria Mariana, Daniele Valente, Georgiana Góes e Deborah Secco. A mais velha cursa direito e não mora mais com a família, embora o pai a ajude financeiramente. O pai está com problemas financeiros para bancar o aluguel do apartamento e as despesas com as filhas. O filme passa então com elas tentando economizar para evitar a mudança.

Gostei muito da escolha do elenco, são muitos jovens com atores que gosto muito: Tammy Di Calafiori, Olívia Torres, Hugo Bonemer, João Fernandes, Christian Monassa, Guilherme Prates, Anna Rita Cerqueira, Bruna Griphão e Lucca Diniz. Fazem participações: Cintia Rosa, Caio Castro e Thiago Lacerda. A internet no filme é muito bem realizada, mas na internet é um suplício localizar informações. Há uma página no facebook pouco atualizada e sem todos os créditos. Também é muito difícil conseguir fotos que não sejam das quatro adolescentes.

Gostei bastante das histórias. A edição é ágil. São várias tramas. Na série, pelo tempo dos episódios, era possível aprofundar mais, mas o filme está uma graça, bem realizado. Quando uma amiga da filha universitária procura o pai para sondar como ele reagiria a uma notícia da gravidez, ela conta como se fosse ela. Aí o pai é todo compreensivo, fala que a mãe da moça vai apoiar, mas falar hipoteticamente da vida de terceiros é uma coisa. A questão é quando o drama é na sua família. Nem todos reagem como diziam de terceiros.

Muito engraçadinho também o rapaz que acha que a menina gosta de histórias de vampiros e começa a imitar cenas de filmes, passar branco na cara, muito engraçado. Eu achei que o cinema estaria mais cheio, tanto que comprei pela internet o ingresso com medo de esgotarem. Eu comprei pelo Vivo Valoriza, os ingressos saíram só por R$ 11,00 e foi bem fácil comprar. A Marion também viu e fez um post no blog dela.


Beijos,
Pedrita

sábado, 11 de janeiro de 2014

Senhorita Júlia de August Strindberg

Terminei de ler Senhorita Júlia (1888) de August Strindberg da Global Editora. É o texto da famosa peça que aborda poder, diferença de classes. O envolvimento entre a filha de um nobre com um serviçal. E não por amor. Comprei dessa edição da capa pela internet no Extra. A tradução é de Edla va Steen. As ilustrações são de Cláudia Scatamacchia. Eu acho esse texto fascinante, o jogo entre os dois, mas não um jogo de afeto, e sim um jogo de poder. Os personagens são incríveis. É um texto bem pesado. Confesso que acho estranho essa peça ser juvenil. O livro é da Coleção Teatro Jovem. Acho o texto bem pesado. Eu assisti uma montagem dessa peça em 2012 e comentei aqui.

Um vídeo escolhido é de um filme, o outro de uma peça sobre esse texto.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O Retrato de Dorian Gray

Assisti O Retrato de Dorian Gray (2009) de Oliver Parker no HBO Plus. Eu tinha um pé atrás para ver esse filme, mas na tv a cabo até uma certa curiosidade já que o Colin Firth tem um importante papel no filme e a Bruxa do 203 do blog Um Caminho Diferente comentou que gostou, o post dela está aqui.. Eu tinha amado o livro e o filme de 1945, que são obras de arte. Esse filme atual é um bom entretenimento. Como esperava exageraram demais.

O livro aborda o narcisismo com maestria. Adoro a ideia do personagem vender a alma ao diabo e o quadro envelhecer e ele não. Mas nesse filme o quadro apodrece, bichos comem, dentes quebram, ele vira um monstro e não um homem mais velho, fica tosco. Mas o filme é bonito, bem realizado, então funciona, pena que na hora da exibição do quadro perca completamente o impacto.

No começo o Ben Barnes como o Dorian Gray me causou estranhamento, depois me acostumei. Sinta falta da força no olhar do personagem. Belíssima a atriz que ele se apaixona interpretada por Rachel Hurd-Wood. O pintor é interpretado por Ben Chaplin. O segundo amor de Dorian Gray por Rebecca Hall. Alguns outros do elenco são: Fiona Shaw, Caroline Goodall e Michael Culkin.
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Assisti No (2012) de Pablo Larraín no Telecine Cult. Desde que vi o comercial no canal queria ver esse filme, faz tempo, mas só agora consegui. É muito bom. No começo causa um certo estranhamento, mas o roteiro e o desenvolvimento são bons, então gostei muito. E também pelo fato de contar um pouco de história.

O país é o Chile na Ditadura de Pinochet. O mundo pressiona o fim da ditadura. Para fingir que não há ditadura no Chile eles criam um plebiscito em 1988, sim pela ditadura e Pinochet e não pelo fim do sistema e eleições livres. Os chilenos não acreditam no plebiscito então as pesquisas mostram que mais de 74% não vão votar. Para fingir uma democracia o governo permite 15 minutos de campanha para cada lado. Um grupo resolve então contratar um grande publicitário para fazer a campanha e é interpretado pelo Gael Garcia Bernal.

Ele se depara então com vídeos arcaicos, dramáticos. É difícil convencer o grupo que algo alegre irá motivar todos a irem às urnas. O tema é alegria, o logotipo é um arco-íris e eles vencem o plebiscito. Também os vídeos não podem ser censurados, os 15 minutos diários são muito importantes. Eles ficam na dúvida se a ditadura vai forjar os resultados, mas a visibilidade, as filas, chamam a atenção da imprensa internacional e fica impossível negar que o Não venceu. Gostei muito! Além de um filme político importantíssimo sobre a liberdade, é uma aula de marketing. Alguns outros do elenco são: Alfredo Castro, Luis Gnecco, Néstor Cantillana, Marcial Tagle e Antonia Zegers. O diretor Pablo Larraín ganhou prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes por esse filme e prêmio do júri na Mostra Internacional de Cinema.
Vídeos da campanha do No.

Beijos,
Pedrita