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sábado, 11 de janeiro de 2025

BBB o Doc

Assisti o BBB o Doc (2025) na TV Globo. Esse ano o BBB faz 25 anos então a Globo preparou vários produtos pra comemorar. Começou com uma comercial cerimônia. E agora esse documentário. É muito difícil falar de 25 anos de programa em quatro episódios, inúmeros participantes, mas foram bem cuidadosos. Sim, faltou um monte de gente, mas conseguiu falar de vários. Alguns BBBs que falei nesse blog. Agora, o documentário está disponível na GloboPlay.

Eu vi pouco dos primeiros, via algumas matérias, trechos, um ou outro pedaço de um programa, mas ver direto só uns anos depois. Bam Bam foi o primeiro vencedor e continua insuportável. Ele tem aquele ranço que as pessoas tinham no passado de achar que a maioria some depois, que poucos "deram certo", o que significa que é estar na mídia, sendo que alguém conseguir viver dignamente, ou mudar a vida financeiramente com a administração financeira do prêmio é ter dado certo. Arrogante comentou que só ele, a Sabrina Sato e a Grazi Massafera é que chegaram em algum lugar depois. Primeiro o erro de achar que se a pessoa não fica na mídia não deu certo, depois aquele olhar preconceituoso que existia no começo sobre ex-BBBs. Teve um tempo que a maioria temia ser ex-BBB. Hoje já mudou tanto, que é só mais um veículo para ter visibilidade. Agora inclusive já tem os Camorates, que são pessoas já dá mídia que participam. Eram meio a meio, mas pela preferência do público pelos Pipocas, agora são em menor número. Nessa foto está DG, Douglas Silva, já ator consagrado, que conseguiu um pouco mais de visibilidade e logo depois emplacou um personagem no ótimo Todas as Flores.
O documentário entrevistou os apresentadores, como o icônico Pedro Bial e lembraram as mudanças no tempo. 25 anos integram as inúmeras mudanças tecnológicas. Mostraram que pra votar as pessoas ligavam em telefone discado e nem falaram do alto custo de cada ligação. Imagino o susto dos pais na hora da conta. Amei todos os apresentadores. Tive resistência as mudanças, achava sempre que ninguém ia ser melhor ao que estava no ar, mas adorei Tiago Leifert e agora Tadeu Smith. Espero ansiosamente a vez da Ana Clara, uma ex-BBB que já comandou dois programas de realitys, um no Multishow e outro na Globo.
Entrevistaram Boninho que pela primeira vez não estará na direção do programa. E também o criador internacional do modelo. Ele contou que ofereceu gratuitamente pra Holanda, que ao final ele já tinha inúmeros pedidos de vários países. O Brasil é um modelo de muito sucesso, nunca pararam de evoluir. De vez em quando um participante de um BBB internacional faz intercâmbio com o Brasil e vemos pedaços do programa e é apavorante a "casa", que é sempre um cenário tosco, tudo feio. 
No Brasil aguardamos ansiosamente as imagens da casa. O BBB se inova a cada ano. Nesse Tadeu apresentava os participantes no Big Day em cada departamento da casa. Depois entraram influencers, jornalistas, fofoqueiros, então temos vídeos e vídeos da casa que está deslumbrante. O tema desse ano é em comemoração aos 60 anos da TV Globo. No passado era preciso assinar a peso de ouro o Pay Per View, termo que caiu em desuso. Agora a GloboPlay disponibiliza o programa em seu streaming então aumentou expressivamente quem assiste em tempo real o BBB.

Eu adorei os painéis na área externa, tem o pantanal, o mar e a cidade. O BBB se inova a cada ano, nesse as turmas vão entrar em dupla, mas como o BBB aprende sempre com seus erros, em um momento eles vão se separar e concorrer individualmente. Algumas invenções vem de outros BBBs pelo mundo, mas boa parte das invenções vem da mente criativa dos próprios organizadores brasileiros. Agora tem o pavor das torcidas, a força da internet. A Globo está tentando o tempo todo impedir avalanche de votos, pode até votar inúmeras vezes, mas a contagem tem outros critérios, mas a gente reclama sempre todo ano. A gente é o público que eu me incluo, mas também o grupo de Whatsapp que participo há anos só pra falar de BBB, só é ativado nessa época.
O documentário não se furtou de falar de assuntos polêmicos, como a participação da Emily Araújo e a violência doméstica que sofreu na casa. O BBB na época demorou pra agir e o público, ainda não acostumado a essas pautas, demorou pra acolher a jovem. Também falou da Ariadna, a primeira trans que participou da casa e que infelizmente saiu na primeira semana, o fato mais temido para qualquer BBB, mas que nunca foi esquecida como normalmente acontece.
Solange Vega teve também atualização histórica. Em sua participação ela sofreu racismo e o público não a acolheu, nem o programa. Tudo passou como desavença entre participantes, o que hoje não aconteceria. Sim, devagar, nós evoluímos. No começo só escolhiam brancos com raras exceções. Eram sempre jovens, lindos, modelos, profissionais de educação física. Aos poucos foram fazendo sorteio para o público entrar e foram misturando etnias, vários estados, inclusive de cidades pequenas do interior, multiplicidade de idades, pessoas com deficiência. Era comum só ter um único negro no grupo.

As profissões também foram mudando. Duas médicas já venceram Thelma Assis e Amanda Meirelles. Há regularmente professores e variação etária. Na pandemia mais velhos foram vetados por serem do grupo de risco, mas nessa edição que será em duplas, tem bem mais diversidade etária. As edições tem a cota agora de atletas olímpicos, paralímpicos. Os participantes são bem mais diversos. 

No último episódio destacaram os vencedores, alguns com mais destaque como uns que amei Diego Alemão, Maria e Juliette. E pincelaram vários outros como a Mari, outra vencedora. Ela comprou várias casas na terra dela com o dinheiro do prêmio e uma escola para a filha que já se formou. Ela vive com um certo conforto porque soube ampliar o valor do prêmio e realizar os seus desejos. Mari inclusive foi uma que foi escolhida por sorteio em uma revista.

Adorei o documentário, que venha o BBB25. 


Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 23 de abril de 2026

BBB26

Assisti ao BBB26 na TV Globo e na GloboPlay. Eu amo esse programa e essa edição foi maravilhosa, tanto que recebeu o apelido de Edição de Colecionador. Eu amei os finalistas.

Sou fã da Ana Paula Renault desde 2016, quando ela participou pela primeira vez e foi desclassificada. Na época o programa ainda usava o termo expulso e bania o candidato de entrevistas, hoje só perde o que ganhou até lá no jogo e passa a ser considerada desclassificada porque quebrou as regras do jogo. Ficamos arrasadas. Falo no plural porque temos um grupo de WhatsApp de BBB. Acionamos sempre que está chegando perto. E no feminino, porque em 2016 éramos só mulheres, agora tem mais um no grupo. Ana Paula gabaritou o BBB26 como disseram, claro que um bom elenco ajuda. Interessante que ela diz que as marcas não gostam dela, mas tudo o que ela vestia esgotava, as marcas enlouqueciam. Até mesmo músicas voltavam a ser hits. A música World, Hold On, do Bob Sinclair passou a ser a mais ouvida nas plataformas. Ele inclusive declarou torcida pra ela e começou a compartilhar trechos dela dançando nessa e em outras festas. É dessa foto. O mais interessante é que seus adversários se retiraram da pista quando ela foi dançar. Eternamente perseguida, Ana Paula era hostilizada sistematicamente. Então ela ficou sozinha na pista e o vídeo da cena dela dançando é um dos mais vistos e é belíssima. A roupa era um figurino da produção, com um belíssimo leque. Falei de marcas, iFood vive dizendo nas redes sociais que essa festa era deles.
Foi um ano de muitas desclassificações, tinham até piadas com isso e dentro mesmo da casa eles comentavam. Eu tinha ficado muito feliz que a Sol Vega voltou, tinha adorado ela na edição que ela veio. Infelizmente o quarto que ela estava era de muito ódio. E pior, mentiras. A primeira foi da Aline que disse que não se entendeu com Ana Paula. Ela tinha um ódio de décadas quando Ana Paula em um programa que avaliava roupas acabou com o look da Aline. Ana Paula sentiu vergonha do que disse, falou que é contra o que ela acredita, mas Aline foi dizer que elas não tinham se entendido. Ou Aline não entendeu porque o ódio era muito, ou inventou. E isso foi acontecendo com muitos participantes. Um inventava algo, eles passavam a repetir e Ana Paula começou a ficar como a cobra, e outros adjetivos que nem que fosse deveriam ser usados como ela ser desumana. E como disse, era praticamente tudo invenção.
O problema da Ana na casa começou com o Matheus. Ele insinuou que Ana era a patroa e Milena sua serviçal. Ana foi que nem uma leoa falar da gravidade do que ele dizia. Milena tem mania de limpeza, e Ana mesmo dizia pra ela não limpar tanto, mas Milena não consegue ver tudo sujo. E Ana nunca se aproveitou da Milena. Muito pelo contrário. Ela e Juliano sempre se uniam pra ajudar nas limpezas. E foram muitos horrores parecidos como o que o Matheus disse. Falaram que aqui fora Ana nunca sentaria em um bar com alguém como a Milena, que não seria aqui fora amiga da Milena e até hoje Ana é amiga de Ronan do 2016. Ele disse em entrevistas agora que Ana não faltou em nenhuma atividade importante da vida dele. O mais legal é que Ana sem saber impulsionou comerciais para seus amigos como o próprio Ronan e Dona Geralda.
Foi uma edição de muitas críticas aos decisores, principalmente Dourado e Tadeu. Amigos de Jonas, ficava bastante evidente o favoritismo. Jonas pouco perdia estalecas quebrava as regras, Milena e Ana não podiam respirar que perdiam estalecasa. Das provas eu tenho um pouco de dúvida. A Globo tem espelhado muito a Record, não entendo porque a Globo ainda tem hegemonia, mas invejava o sucesso de A Fazenda. As provas da Fazenda são muito elogiadas, eu tenho uma infinidade de ressalvas a elas. E as provas do BBB ficaram parecidas, sempre exigiam resistência física, juventude, altura, porte físico. E era um contrassenso já que esse ano teve muita diversidade de corpos, idades, informações, habilidades, profissões.
Solange Couto era a mais velha dessa edição, com 69 anos. Eu adorei quando ela entrou. Era muito injusto inúmeras provas de resistência que terminavam sempre com os mesmos vencendo. Infelizmente Solange saiu com a maior rejeição após barbaridades que falou. Parecia realmente envergonhada e arrependida, chorava muito no programa da Ana Maria Braga, espero que realmente esteja arrependida porque era um pavor o que disse. 

Gabi inclusive era a menor do elenco. Tanto que várias provas tiveram que ser adequadas ao tamanho dela e algumas tinham cara de remendo. Depois de muita reclamação, percebemos que mudaram as provas. Uma chegou até a ser engraçada. Tinha cara de prova bate-volta, cara de improvisação, mas o mesmo grupo ganhou novamente. O que mais incomodava é que os vencedores achavam que era por mérito, nem percebiam que era por serem protegidos ou favorecidos pelas provas parecidas e para um perfil específico que eles tinham. Bastou as provas mudarem, os vencedores começaram a ser diferentes, mas aí o jogo já estava bem adiantado. A direção tinha uma resistência absurda a fazer as mudanças necessárias. O que mais me incomodava no Tadeu era o bordão "deixem as tretas no jogo". O BBB é uma micro sociedade. Um modelo de um pequeno grupo social, então muito do que acontece lá, acontece aqui fora. Ignorar violências verbais, achar que um homem que grita com uma mulher, muito mais alto que ela é do jogo, é um absurdo, é a normalização da violência tão presente na sociedade.
O BBB gera muitos produtos agregados, gostei muito do Bate-papo BBB, mas não vi muitos. Acabava vendo só dos participantes que gostava. Gil do Vigor e Ceci Ribeiro que apresentavam. O Baile do Gil ficou famoso porque o economista resumia a participação do BBB, mostrando erros e acertos. Também me divertia com o Cecinserão. Inclusive eu não gosto do Sincerão do BBB que acho muito violento há várias edições.
Ana sempre foi minha favorita antes mesmo do BBB começar e já ventilavam que ela voltaria. Depois Juliano foi o segundo. Queria ele no segundo lugar. Ele é namorido da Marina Sena, delicado, educado, respeitador. Nunca fez comentários pejorativos e olha que não faltavam mulheres bonitas no programa. Estou com muita saudade!

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 7 de abril de 2010

BBB10

Assisti o Big Brother Brasil 10 na TV Globo. Foi uma edição comemorativa, portanto começou com muitas novidades. Logo na primeira prova de resistência, o grupo que ganhasse traria um BBB de alguma edição anterior ao programa, e esse traria um outro do sexo oposto. Foram 4 ex-BBBs concorrendo e eu torcia pra Fani e pra Nathália, mas só uma poderia porque a proposta era uma mulher e um homem. Mas a equipe da Josi ganhou e ela trouxe o Dourado. Fiquei frustrada e desejava que os dois saíssem o mais cedo possível. O público sentiu o mesmo e os participantes da casa também, eles já tinham tido a chance deles. A Josi imunizou o Dourado, fiquei irada, ela foi e saiu. Eu pensei que na próxima ele sairia, mas a sorte estava com ele e ele ficou mais uma semana. O grupo que estava com ele teve uma conversa, ele chorou e eu vi um homem que eu não conhecia, ele ficou agressivo em um escudo para se proteger porque estava excluído da casa, com a conversa ele se mostrou. Começou então a despontar um participante forte e que teve a aprovação de boa parte do público, inclusive a minha.

Enquanto isso os outros partici-pantes lutavam por visibilidade. Não amei tanto essa edição quanto a 9, não tinha um participante preferido. Torcia pela Morango que acabou discutindo, mudando de grupo e sendo julgada muito ferozmente pelo público, o que normalmente acontece com mulheres que raramente ganham o BBB. Outra questão atípica, é que os participantes já sabiam que as minorias ganhavam muito apoio de grupos do lado de fora e usaram isso a favor deles, nem sempre de forma correta. Ficou claro essa manipulação do público quando o Dicésar falou a semana toda que sofria de preconceito, que o Dourado era homofóbico e que ele não podia sair. Ele usou esse recurso de levantar a sua classe para defendê-lo quando ele estava em um paredão com outro homossexual, atitude egoísta e oportunista. O William tentou usar o mesmo recurso, acusando a Fernanda de ter preconceito com negros. Foi a primeira vez que vi participantes forjarem preconceitos para ganhar o jogo. Por sorte não conseguiram. Mas conseguiram atrair muitas minorias em sua defesa, inclusive de muitos que não tinham visto nada do programa, não acompanhavam nada do programa e não viam que o recurso era uma manipulação, não um reflexo do que realmente acontecia. Fiquei pensando o quanto já vi pessoas aderirem a campanhas sociais por email sem nem ao menos verificar, checar as causas levantadas. Inclusive algumas instituições tentaram se promover para angariar visibilidade e recursos, acusando sempre alguém. Só concordei com a liminar que exigiu que a TV Globo explicasse como a Aids é transmitida e acho que a TV Globo poderia ter feito isso no próprio programa quando surgiu a questão.Concordo que o BBB é diversão e entretenimento, mas acho importante que utilize esse recurso para informar de vez em quando, já que vai para todo o Brasil e ainda em lugares que há falta de escolas, professores capacitados e muito preconceito. Lugares sem cinema, teatro e outras atrações culturais.

Aqui fora mesmo, a amiga do Dourado tentou mostrar que ele estava pobre, que morava em uma comuni-dade, mostraram inclusive onde o Dourado morava e não era nada demais. Era um apartamento pequeno, perto da praia, por isso a rua de areia, um apartamento em um prédio simpático, e ele tinha uma moto e uma bicicleta, dava aulas em uma academia. Podia não viver largamente, mas estava bem. Mas também não acho que o prêmio do BBB deva ser para o mais pobre e sim para o mais merecedor. O BBB 10 debateu ainda várias outras questões, como apesar de muitos acreditarem que saindo do BBB a participação só soma ao participante, o Dourado mostrou que não é bem assim, caso o participante seja muito rejeitado, ele tem muitos problemas quando sai da casa, até mesmo de trabalho, se suas atitudes foram julgadas severamente dentro da casa.

Eu achei muito merecido que o Dourado ganhou, preferiria que fosse a Fernanda, mas a trajetória do Dourado na casa foi muito bonita. Sim, ele tinha uns pensamentos equivocados, não homofóbicos, mas de má informação. E isso foi muito importante nessa edição. Como hoje há o politicamente correto, muitos pensam como o Dourado, mas não se manifestam, e com o Dourado muito foi esclarecido, debatido e explicado em relação aos homossexuais e as relações com os heterossexuais. E o Dourado ganhou pelo caminho que fez na casa, não por ser heterossexual. Ele errava muito, falava muita bobagem, mas ia sempre conversar, se desculpar, tentar entender, parecia que era a primeira vez que tinha contato tão direto com homossexuais, principalmente de convívio. Diferente do que o Dicésar alardeou, Dourado e Dicésar foram amigos no início do programa, conversavam muito, cozinhavam juntos, o Dourado cozinha muito bem segundo muitos da casa. O Dourado poderia sim ter evitado o contato com os homossexuais da casa, já que haviam ainda muitos participantes. Enquanto ele tentava entender as diferenças, o Dicésar falava com todos da casa sempre falando mal de outro que não estava presente, falando mal da maioria sem exceção. 





From Mata Hari e 007
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 18 de abril de 2024

BBB24

Assisti ao BBB24 em inúmeras plataformas. Acho que foi o ano que diversifiquei muito por onde assisti. Pela TV Globo porque é sempre o melhor ver ao vivo com muita gente comentado no twitter, instagram, inclusive o meu grupo de amigos no Zap. Mas eu via ainda as entrevistas no Multishow e Globoplay. Foram muitos programas. Foi uma edição que gostamos muito! Mesmo que sem paixões, adorava acompanhar os participantes.

Fiquei muito feliz com a vitória do Davi, longe de ser meu favorito ele mereceu muito o prêmio. Batalhador, focado, insistente, um pouco além da conta, ele foi um grande jogador no BBB e um grande lutador na vida aqui fora desde criança. Não acho que BBB deva ser um programa assistencialista, que deva premiar pobrinhos, mas dá muito orgulho ver tantos participantes batalhadores, com uma vida difícil além da conta. O BBB reforçou o quanto o Brasil é desigual e o quanto uma minoria explora e humilha a grande maioria, que pelas inúmeras adversidades, nem sempre tem estudo suficiente, equilíbrio emocional suficiente pra lidar com suas questões. O BBB desse ano escancarou as diferenças sociais, inclusive financeiras. Eu adorava Matheus, outro batalhador pobre do interior do Rio Grande do Sul, que tinha um orgulho gigantesco de sua família. 
Davi foi violentamente perseguido na casa, não podia nem respirar que tudo era culpa dele. Sim, ele gastou comida demais em um café da manhã, mas assim que conversaram com ele, foi reduzindo os exageros, mas continuava a preparar a mesa pra todos. Sim, não sabia parar de falar, era chato às vezes, mas nunca mal, equivocado algumas vezes, mas diferente dos que o acusavam, ele teve muita dificuldade de estudo e de se informar. A perseguição me levou às lágrimas muitas vezes. É pavoroso ver alguém ser ignorado. Levantavam quando ele chegava, passavam por ele como se fosse invisível. Chorei muito quando ele mostrou sinais de não aguentar mais tanta perseguição. Mas sabe por que ele quis apertar o botão? Por que ele viu que as pessoas que insistiam em ficar do lado dele passaram a ser atacados e votados também. Ele não aguentou ser responsável pelos outros além de tudo o que já sofria, foi demais pra ele. Que bom que não desistiu. Só Davi e Isabelle que souberam disso tudo, os dois não contaram pra ninguém, não exploraram a piedade dos outros. Todos quando acordaram acharam que tinha sido uma noite como outra qualquer.
Bia foi um fenômeno no jogo. Over até não poder mais ela acabou estimulando os pipocas a igualmente elogiar os patrocinadores que devem ter amado o programa. Ela fazia comerciais como sempre fez no Brás, os outros muitas vezes só elogiavam, mas foi uma das primeiras edições que os participantes não paravam de elogiar os produtos, que ficavam felizes com qualquer prêmio. Eu adorava a Alane e a Deniziane, fiquei muito triste quando a Deniziane saiu, mas realmente ela foi magoando as pessoas e foi pela saída dela que Davi se fortaleceu se unindo as fadas. Alane sofre um grande baque na primeira grande briga do BBB. Fernanda resolveu falar do corpo dela. Inteligente, Alane dizia: você está falando do meu corpo. Infelizmente Fernanda não parou e só piorou os ataques. Uns dias depois uma edição mostrou Alane dizendo que após aquele ataque tinha dificuldade de por biquini e ir pra piscina. Depois dessa briga Alane passou a ser uma das minhas favoritas. 
Foi a edição dos endividados. Boninho avisou que quase todos tinham dívidas, inclusive os camarotes. Espero que reconsiderem camarotes na próxima edição. Os realities tem tido muita dificuldade de conseguir famosos pra suas edições. Como vários veem que nem sempre uma participação pode ajudar a alavancar uma carreira, ou mesmo voltar a trazer atenção a um famoso mais esquecido. Muitos saem muito mais muito queimados. Desde Karol Conká, a Globo tem sido mais cuidadosa com os famosos. Então esse tratamento diferenciado acabou sendo injusto com os pipocas. Em edições protegiam os camarotes, enquanto os pipocas eram expostos sem piedade. Fora da casa a diferença era igual. Camarotes participavam do programa do Huck, do Fantástico. Enquanto davam desculpas esfarrapadas para a não participação de alguns pipocas nos mesmos programas. Também na hora de comemorar prêmios, brindes, era muito comum caras de tédio, menosprezo dos camarotes, por valores que pra eles eram baixos. E euforia dos que precisavam de qualquer centavo de prêmio. Me incomodava também o Sincerão, que continuava a ser um Jogo da Discórdia. Criado pra tirar o jogo da pasmaceira, já vem nas últimas edições sendo uma incitação a violência.
Adorava Fernanda e Pitel. Incorretas em muitos momentos, elas eram o contraponto do quarto Fadas. Gnomos, elas eram ranzinzas, ácidas, mas incrivelmente perspicazes, viam o que muitos não viam. E viviam na cama. Boa parte das articulações eram na cama, então pra alguns eram plantas porque ninguém as via pela casa. Os memes foram maravilhosos. O vídeo da Fernanda na cama foi genial!

Eu adorava o Nós Vamos Invadir a sua Casa do Marcos Veras, até porque não tinha um formato sempre igual. Suzana Vieira foi icônica. Ficou principalmente como líder, com direito a fotos. Ary Fontoura quis usar a toca da Pitel. Sabrina Sato foi encontrar com os brothers. Deborah Secco estar em uma cama. Vários entraram na casa pra curtir a piscina. Foram dinâmicas diferentes e muito divertidas as ações do quadro.

Eu gostava bastante do Bate-Papo BBB no Gshow e Globoplay com o eliminado. Entrevistavam os ótimos Thaís Fersoza e Ed Gama. A edição preparava muito cuidadosamente os vídeos, as artes. Thaís foi muito criticada por ter ido pesado em um participante, aí ficou leve demais. Um meio termo seria melhor. Era depois da eliminação, então eu só via em outro dia e horário. E só vi os participantes que gostava. Quando não gostava às vezes via trechos nas redes sociais. Era divertido ver os que perseguiram Davi descobrir que ele tinha mais seguidores que todos, inclusive os famosos.










 


Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 5 de maio de 2021

BBB21

Assisti ao BBB21 (2021) na TV Globo. Como eu gosto desse programa e fiquei muito feliz com a Juliette campeã. Desde o começo ela foi minha preferida. Forte, guerreira, suportou bravamente a exclusão e o pesado julgamento dos participantes. Sim, como todo mundo, imperfeita, quando ficava nervosa falava demais, explicava demais, mas de uma lealdade emocionante. Já estou com saudades e com crise de abstinência do programa.

Como Lucas, Juliette sofreu muita perseguição, mas suportou bravamente. Lucas já não aguentou os julgamentos insistentes e persecutórios sistemáticos e saiu do jogo. Que bom que o BBB mudou e vem sempre evoluindo. Antes um participante que desistia era tirado do site, proibido de participar de qualquer programa, parecia que nunca tinha existido. Sim, Lucas era imperfeito como todo ser humano, cansativo, mas os julgamentos foram pesados e quando ele deu o primeiro beijo gay do BBB e foi julgado, que era fingimento, para chamar a atenção, ele não aguentou. E foi julgado exatamente pelas pessoas que incansavelmente falavam sobre as injustiças sociais.
Injustiça foi não termos Gil do Vigor na final, icônico, alegre, intempestivo, ele fez falta no pódio. Mas é fato que ele foi traiçoeiro com a Juliette, falou mal demais dela pelas costas. Se ele tivesse ido ao paredão na semana que insistentemente falava mal de Juliette pelas costas ia sair com alta rejeição. Mas quando seus aliados foram saindo, ele se reaproximou da Juliette e merecia ficar na final. Mas eu entendo quem votou pra ele não ficar, realmente ele foi muito maldoso e quem não viu o programa ou quem esqueceu, achou que ele não deveria ter saído.
Amei o paredão falso. Me diverti muito com a Carla Diaz, pena que ela não aproveitou muito o que viu, não se abriu com a Juliette, e acabou rejeitada em alguns paredões depois. O BBB vem brincando bem mais, o que é uma delícia. Nas redes sociais falaram muito dos Dummys e a edição fez uma roupa de Dummy para a Carla Diaz voltar do paredão falso. Boninho também entrou em uma festa de Dummy pra dançar e ver um show. 
Foi a edição com o maior número de patrocinadores e maior ibope. 

Eu gosto do Tiago Leifert apresentando. No começo nós tínhamos uma grande rejeição, mas por ele amar video game, ele passou a ser mais participativo nos jogos, nas brincadeiras e é muito divertido. Ele se emociona bastante também. Em entretenimento é bom um apresentador mais solto e divertido.



Adorei o Rafael Portugal, ele aparecia às terças, no dia das eliminações, sempre com ótimas piadas. Ele também sabia brincar com as falhas dos participantes. O quadro era o CAT BBB que recebia perguntas, sugestões e reclamações do programa. Algumas iam ao ar. E amava a flautinha desafinada do outro quadro.





Beijos, 

Pedrita