quinta-feira, 17 de novembro de 2022

A Garota do Trem

Assisti A Garota do Trem (2021) de Ribhu Dasgupta na Netflix. Eu tinha gostado muito do filme americano e tinha uma certa curiosidade por esse já que o roteiro é muito bom. E desde o outro filme quero ler o livro de Paula Hawkins. Eu achava que esse era anterior ao americano. É muito comum filmes não americanos que fizeram sucesso serem adaptados em Hollywood. Confesso que não entendi porque esse caso é ao contrário. É difícil competir com os recursos do cinema de Hollywood, inclusive financeiros. Esse é de Bollywood e é uma adaptação tosca e constrangedora. Dá pra ver como comédia porque ri muitas vezes. 

Começa com um casamento na Índia, parecia que eu estava vendo Caminho das Índias. Sabem aquelas cenas de todo mundo dançando? Tinha até uma lógica porque eles tinham ensaiado pro casamento. Nem tem foto de divulgação pra ilustrar. É nesse casamento que a protagonista (Parineeti Chopra) conhece o seu amor (Avinash Tiwary). Eles se casam e vão viver em Londres. É tosco ser em Londres porque parece que só tem indiano em Londres. Todos são indianos. Eles se separam. Diariamente ela fica no trem passando em frente a casa do ex, vendo ele feliz com a nova esposa. Ela fica alcóolatra, com amnésia pelo acidente, então as lembranças dela são confusas.
Ela sofre então um atentado e passa boa parte do filme com esse machucado mal feito na cabeça. Parece até que dá pra ver o cérebro. Devia doer muito, mas a protagonista faz todas as cenas passando a mão na cara e nunca sente dor quando erra e toca no machucado. Pra piorar o machucado muda a cada cena. Fica mais machucado depois, menos antes, é um show de tosquice. Dá pra ver? Sim, dá pra ver, porque o roteiro é bom, e mesmo o filme sendo bem ruim nas idas e vindas, pra lá de confuso, distrai.
Beijos,
Pedrita

16 comentários:

  1. Acredito que seja um filme fascinante de ver
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    Cumprimentos poéticos
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    Pensamentos e Devaneios Poéticos
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  2. Hahahaha, me diverti com seus comentários. Eu li o livro e vi o filme de Hollywood. Não sou tão corajosa quanto você de assistir ao outro, mas me diverti com sua sinopse.

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    1. paula, é tão tosco q fica divertido. quero muito ler o livro. e a adaptação americana é muito boa.

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  3. Olá, tudo bem? Sobre o post anterior: Eu gosto do Caio Castro. Há um certo preconceito com o ator. Bjs, Fabio www.blogfabiotv.blogspot.com.br

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  4. Curioso mesmo isso de refilmarem um filme feito na meca do cinema. Por outro lado, eu sou uma entusiasta da diversidade cultural e sonho com o dia em que cada país possa expressar-se culturalmete de modo digno e até excelente. O cinema atual é fonte de muita grana para os grandes realizadores. E é também um instrumento ideológico (de dominação, claro).

    Beijo

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    1. marly, podiam ter escolhido uma obra indiana. sim, acho ótimo a diversidade cultural.

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  5. Minha lista de filmes está imensa. Não dou conta. Palmer, é muito bom e foi achado casual. Bj

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  6. É mesmo bastante comum filmes estrangeiros de sucesso terem adaptação hollywoodiana, não tão comum o contrário
    Nesse caso provavelmente a questão do sucesso do livro que é muito bom.
    Pena que a adaptação deixa a desejar
    Eu gostei bastante da versão com a Emily Blunt e à Rebecca Ferguson

    Bjs Luli

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    1. luli, tb gosto da versão anterior a essa que é bem sofrível.

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