Ele não entende porque é escolhido, ele é especializado em crianças com dificuldade de aprendizado e segue para uma turma de "superdotados". A escola criou essa classe experimental com alunos excelentes, separou 13 alunos para um projeto. Eu achei que o filme ia debater essa questão de isolar em uma bolha alunos, tratando-os de modo diferenciado. Eu não gosto nada dessa ideia de que algumas pessoas são melhores que outras. Os alunos são arrogantes como adolescentes, mas definitivamente, passam do ponto. A escola passa o pano o tempo todo e finge não ver os desajustes graves do grupo que só anda entre eles.
O professor descobre que os alunos promovem rituais de violência, de testagem de limites, com perfis suicidas. Então o filme passa a falar da destruição que os adultos fazem ao planeta e a atitude dos alunos é criticar esse modelo. O debate é esvaziado, panfletário, simplista, fraco mesmo. Os jovens são interpretados por Luàna Bajrami, Victor Bonnel, Thomas Guy, Adèle Castillon, Matteo Perez e Léopoldo Bushsbaum.
Vira praticamente um filme de ficção científica. Os professores são uns débeis mentais. Fingem não ver nada. Eles são interpretados por Emmanuelle Bercot, Gregóri Montel, Verónique Ruggia, Pascal Greggory e Gringe. O professor conta a um amigo que procurou os educadores e psicólogos da escola que nada querem fazer. Em vez de procurar em sigilo educadores e psicólogos fora da escola para ver como lida ou como procura ajuda, o professor passa a perseguir os alunos. Irado com as violências dos alunos, passa a praticar violências também. Muito ruim. Não há pais, amigos, enfim, o filme parece ignorar que esses jovens tem família.
O melhor mesmo é o final, que apesar de catastrófico, dá algum sentido aquele movimento.
Beijos,
Pedrita



























