sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Versailles - 3ª Temporada

Assisti a 3ª Temporada de Versailles de Jalil Lespert na GNT. Eu adoro essa série e que pena que acabou, mas também agora seria necessário envelhecer os personagens, em manter os atores no projeto, enfim. Espero que façam reinados posteriores, há muita história pra contar.

Luís XIV (George Blagden) está mais fanático religioso, insuflado por sua amante, a Madame de Mantenon (Catherine Walker). Os reis achavam que eram reis por providência divina, que eram escolhidos por Deus. E Luís XIV leva essa crença a consequências absurdas. 


Toda vez que a população se rebelava, ele aumentavam mais os impostos e as mortes aos revoltosos. O único benefício que fez foi colocar iluminação pública, mas penalizou mais ainda a população para os custos das obras. Há um elenco bem extenso nesse núcleo.


 Nessa temporada a rainha (Elisa Lasowski) morre. Achei que as licenças poéticas dessa temporada foram um pouco longe demais. A rainha teria morrido de um inseto que entrou em sua cabeça e que foi colocado de modo criminoso em seu leito. Eu li que a rainha morreu na verdade de um tumor. E sim, poderia ter ficado enlouquecida já que um tumor pode enlouquecer se for na cabeça. Outra licença poética foi inspirada na lenda da Máscara de Ferro. A trama toma muito tempo nesse segredo e enfraquece. O rei estava cada vez mais insano, violento e fanático religioso, as articulações enfraquecem um pouco e do nada ele volta a ser o que era com a solução da lenda. Acho que a trama tinha temas demais pra precisar colocar essas lendas na trama.
Nessa época Luís XIV faz uma verdadeira perseguição aos protestantes. Eram muitos em Versailles e ele exige a conversão, os que não quiseram foram presos e alguns mortos.


Dois filhos aparecem. Já em idade pra casar, eles são levados a Versailles para as articulações políticas. Um é de Luís XIV e a filha do seu irmão. Luís XIV não aceitava crianças em Versailles, que eram levadas do local. 
Beijos,

Pedrita

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Conectados - O Musical

Assisti Conectados - O Musical de Hudson Glauber no Teatro das Artes. Que graça de espetáculo! São 6 jovens que vão participar de uma seleção de elenco e se conectam. Todos são ótimos musicalmente: Luckas Moura, Gabriel Moura, Dorgival Júnior, Giulia Ayumi, Vicky Valentim, Carolina Amaral e Madu Araújo. Uma graça as canções de Thiago Gimenes.


Enquanto eles aguardam a hora de se apresentar, contam um pouco das suas histórias. Muito bom ver tanto jovem talentoso investindo em arte e a peça debate exatamente essa questão, a luta por conseguir trabalho e visibilidade, árdua tarefa. Conectados - O Musical fica em cartaz até o fim de agosto.


Beijos,
Pedrita

terça-feira, 30 de julho de 2019

Missão Impossível - Fallout

Assisti Missão Impossível - Fallout (2018) de Christopher McQuarie no TelecinePlay. Demorei pra ver porque nunca sei quais eu já vi, tenho sempre que pesquisar porque não gosto de ver pulado. Eu gosto dos roteiros mirabolantes das missões impossíveis. Hoje com muita tecnologia ficam mais instigantes ainda.

O personagem do Tom Cruise precisa resgatar três bolas de plutônio que um grupo quer detonar. Daí a trama fica muito, muito mirabolante, mas muito interessante. Eu logo adivinhei que tinha um traidor e quem era, mas não perdeu o charme porque tem muita questão interessante. Adoro a dupla que trabalha com o protagonista: Ving Rhames e Simon Pegg. O elenco é ótimo: Rebecca Fergurson, Henry Cavill, Alec Baldwin, Sean Harris, Angela Basset e Michelle Monagan.
O filme passa por vários países, os lugares são maravilhosos!

Beijos,
Pedrita

sábado, 27 de julho de 2019

Rigoletto

Assisti a ópera Rigoletto de Giuseppe Verdi no Theatro Municipal de São Paulo. Que montagem incrível! Eu já tinha começado a ver fotos desse cenário logo que anunciaram. As fotos eram da montagem que tinha sido realizada na Argentina. Os cenários de Nicolás Boni são magníficos. Jorge Takla que dirigiu. Foi bem realista e chocante a atualidade do tema. O Duque de Mântua, ajudado pelo bobo da corte, desonra uma mulher. Takla não maquiou a desonra, fez simulações contundentes de estupro, risos dos homens em grupo, a atualidade da trama foi muito impactante. O machismo nessa obra infelizmente ainda é muito atual, onde as pessoas, principalmente as mulheres, pertencem ao homem.
O pai da moça desonrada amaldiçoa o bobo da corte. O personagem do bobo da corte é igualmente atual. Ele não mede esforços para agradar a corte e o duque ajudando a cooptar a jovem para a desonra, mas esconde a sua filha do mundo para que ela não tenha um destino monstruoso igual. O personagem toca na questão abominável de que quando é com os outros, eu ajudo, mas quando é comigo... Como ele esconde sua bela filha, e a corte adora se divertir com ele, os homens sequestram sua filha achando que era sua amante. Revoltado ele jura vingança e o que era trágico fica ainda pior. Os elencos estão maravilhosos! Rigoletto, o bobo da corte, é interpretado pelo maravilhoso barítono argentino Fabian Veloz. A doce filha pela russa Olga Pudova, que delicadeza e beleza de voz. O Duque de Mântua pelo consagrado Fernando Portari.
O matador Sparafucile pelo maravilhoso Luiz-Ottavio Faria, que presença de cena e voz. O pai da jovem desonrada por David Marcondes. A Madalena por Juliana Taino. Os figurinos de Fábio Namatame são incríveis também. Que montagem! A direção musical e regência foi de Roberto Minczuk, a frente da Orquestra Sinfônica Municipal. A música de Rigoletto é belíssima!

As fotos são de Heloisa Ballarini e Fabiana Stig

Assim que os ingressos estiveram disponíveis para venda, esgotaram muito rapidamente. Nas redes sociais só se viam pedidos de pessoas implorando pra conseguir algum ingresso. O teatro resolveu então ter uma récita extra, mas imagino que os ingressos já tenham se esgotado também. E muito merecido! Que espetáculo maravilhoso! Essa montagem segue depois para o Uruguai.



Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Puzzel

Assisti Puzzle (2018) de Marc Turtletaub no Max. Eu procurava filmes e coloquei alguns pra gravar sem saber muito do que se tratavam. Esse é baseado em um roteiro de uma argentina, Natalia Smirnoff, que tem um filme homônimo de 2010, onde o roteiro concorreu a prêmios. Que grata surpresa! Que filme incrível! Quero agora achar o filme argentino!

A protagonista é uma dona de casa. O filme começa com ela preparando uma festa. É muito detalhista, coloca a faixa de Parabéns! Bolas. A casa enche de gente e ela não descansa um minuto até a hora do bolo. E pasmem, a festa era do aniversário dela, mas ela só servia. Fiquei na dúvida se ela era daquelas mulheres que não deixa ninguém fazer nada, muito detalhista, que é centralizadora. A escravidão dela incomoda demais. Terminada a festa ela vai arrumar tudo e só de manhã, com a casa toda arrumada, é que vai comer o pedaço de bolo do seu bolo. Muito assustador! Kelly Macdonald está impressionante!
Entre os presentes está um celular, mas ela não gosta e não se adapta. Ela vê então um quebra cabeça de 1000 peças e o monta muito rapidamente. Monta o mesmo mais algumas vezes, liga para a amiga que a presenteou, mas foi em uma loja em Nova York, ela não viaja há anos. Mas a vontade de ter mais um quebra cabeça é mais forte, então ela vai de trem. Na loja há uma anúncio de uma pessoa procurando um partner para montar quebra cabeça. Ela entra em contato e passa a treinar com essa pessoa para participar de um concurso. Ele é interpretado pelo indiano Irffan Khan.
O roteiro é muito delicado. Aos poucos ela vai mudando, já que não consegue ser mais tão eficiente nos cuidados domésticos, atrasa, esquece produtos que a família gosta. A família é uma sanguessuga. Ela tem dois filhos homens adolescentes (Bubba Weiler e Austin Abrams) e o marido (David Denman), todos estão acostumados que ela cuida de tudo, os acorda de manhã, prepara o café, compra os produtos, nada falta. Ela esconde que duas vezes por semana viaja para treinar para o concurso. O filme é muito feminino, feminista. O filho dela precisa fazer uma redação sobre quem é, seus planos, a mãe encontra e lê e fica chocada com o olhar que o filho tem dela. Interessante que ela lê a carta para o parceiro de quebra cabeças e ele diz que o filho a vê totalmente errada, que ela não é nada daquilo, já que ele nunca conheceu aquela mulher da carta que é praticamente um divisor de águas no comportamento dela. Tudo o que vinha sutilmente mudando-a parece que toma forma. Aos poucos ela começa a dizer não, passa a dizer que não está pedindo autorização, que só está comunicando. Passa a dizer o que pensa das escolhas dos filhos, do marido, a se posicionar, mas é delicado e sutil. A condução da trama é de uma delicadeza emocionante. Outra obra que mexeu demasiadamente e está deixando rastros e pensamentos dias depois. Gostei demais do desfecho também!

Beijos,
Pedrita