Assisti Sonata de Outono (1978) de Ingmar Bergman no Telecine Cult. Faz tempo que pus pra gravar. Bergman está entre os meus diretores preferidos, mas eu sempre fico na dúvida se já vi i filme. Os nomes dos filmes do Bergman variam muito no Brasil e eu vi vários faz tempo. Precisei começar a ver para ter certeza que não tinha visto esse.
Os filmes do Bergman são uma discussão de relação constante. Em Sonata de Outono é a relação conturbada entre mãe e filha, mãe e filhas, mãe e família. As conversas permeiam o filme. A protagonista é uma pianista famosa, faz turnês pelo mundo, então sempre esteve ausente. De comportamento mimado e infantil, ela tumultuava a família no pouco tempo que aparecia. A mãe não deveria ter tido filhos, assim poderia viver intensamente a carreira.
A filha vive em harmonia com o marido em uma cidade pacata. Ele é pastor e ela tem algumas atividades na igreja. Ela resolve convidar a mãe para ficar um tempo com eles após ficar viúva. A mãe resolve aceitar e vem como um trator pra cima da filha e da família. Ela é daquelas pessoas que resolve interferir em tudo na vida dos outros, parece nunca ter conseguido entender que a filha é mais tranquila, que gosta de uma vida mais pacata, de usar roupas mais casuais e confortáveis, de um casamento sereno sem sobressaltos. Em uma noite, regada a vinho, a filha faz o ajuste de contas, e diz tudo o que ficou entalado a vida toda. As ausências da mãe, as cobranças, a falta de paciência da mãe com as questões da infância. A protagonista tem uma irmã doente que estava em uma instituição. Ela levou a irmã para a casa para cuidar. A mãe fica revoltada em saber, diz que se soubesse não tinha vindo. Ingrid Bergman e Liv Ullman arrasam.
Assisti Doutor Sono (2019) de Stephen King na HBO Go. Quando vi esse cartaz achei que era uma cópia barata de O Iluminado e demorei pra tentar ver. Eu não gosto de ler detalhes pra não ler spoilers, então demorei pra descobrir que eu que estava redondamente enganada, é a continuação de O Iluminado, inspirado exatamente no livro sequência de mesmo nome do mesmo autor. E que filme genial! Que roteiro! A direção é de Mike Flanagan.
Começa com o garotinho ainda garotinho. Escolheram um garoto realmente parecido com o filme anterior, Roger Dale Floyd. Quando ele cresce é interpretado muito bem por Ewan McGregor. Ele é alcoólatra, mora nas ruas, até que ele resolve se mudar para uma cidade, encontra uma pessoa que resolve ajudá-lo interpretado por Cliff Curtis. Ele paga um período de aluguel de um quarto e o leva a um centro de reabilitação de alcoólicos. Lá, o pastor (Bruce Greenwood)arruma um emprego em um asilo. E é no asilo que Dan recebe o apelido de Doutor Sono, ele acalmava e ajudava as pessoas na hora da morte. Fiquei curiosa pelo livro porque essa parte deve ser bem mais extensa. O filme é muito longo, mais de 2 horas, mas cada minuto é incrível. Daria inclusive uma série começando pelo primeiro livro.
Em paralelo, um grupo atrai crianças pra torturar e matar e com isso aspirar a vida da criança, para que eles vivam a vida eterna. Esse grupo é liderado pela belíssima Rebecca Ferguson. Ela também traz para o grupo uma jovem de 15 anos que tinha o poder de entrar na mente da pessoa e dar ordens, o que facilitaria em pegar as crianças. Essa jovem é interpretada pela linda EmilyAlyn Lidd.
É a personagem da Kyliegh Curran que une as duas histórias. Que atriz talentosa e linda. Ela tem poderes e descobre que um garoto é morto pelo grupo, então ela aciona o Dan para localizar a cova do garoto.
O final acontece no hotel e todos os personagens reaparecem. Inclusive o pai do Dan. Fizeram bons recursos de imagem, parece mesmo o Jack Nicholson, mas nunca filmam de close, bem inteligente. O elenco é extenso, alguns são: Carl Lumbly, Zackary Momoh, Zahn McClarnon, Nicholas Pryor, Violet McGraw, Jacob Trembly, e Selena Anduze. A postagem do livro está aqui.
Assisti Lance Maior (1968) de Sylvio Back no Canal Brasil. Há diretores que quero sempre conhecer seus trabalhos, não costuma ser uma tarefa fácil. Eu zapeava, achei que era um programa de futebol que tem nesse canal, vi o Reginaldo Farias, fui ver as informações e descobri esse filme, que preciosidade. É o primeiro filme desse grande diretor.
Reginaldo Farias é um mulherengo. Ele quer seduzir a deslumbrante personagem da Irene Stefânia, mas não quer casar com ela porque ela é pobre e trabalha em uma loja.
Ele quer casar com a ricaça interpretada por outra bela atriz, a Regina Duarte. Mas a moça conta ao seu pai que não está namorando, que o rapaz é só amigo dela, que ela não quer casar com um homem que não seja da sua classe. Enquanto ele não consegue levar pra cama essas duas lindas mulheres, ele sai com prostitutas e trata-se de uma doença venérea. No elenco ainda estão: Isabel Ribeiro, Jorge Botelho, Lota Moncada, entre outros. A música de abertura é interpretada por Marília Pêra. E eu amei os figurinos.
Assisti Os Guarda-Chuvas do Amor (1964) de Jacques Demy no TelecineCult. Desde que soube que Jacques Demy era marido da genial Agnés Varda, passei a querer ver mais seus filmes e achei esse no Telecine. Logo que começou já reconheci a música. A trilha sonora é do Michel Legrand e a música tema é conhecidíssima!
Tudo é milimétrico no filme. As palhetas de cores, o que não faltam são cores. Tudo combinando. São muito cômodos coloridos, objetos e figurinos ornando. E tudo é cantado, nada é falado. O próprio texto no início brinca com isso. Sim, Catherine Deneuve é a protagonista.
Ela se apaixona por um mecânico (Nino Castelnuovo), a mãe (Anne Vernon) não gosta da escolha da filha, acha que o rapaz não tem futuro. Mas a idade do rapaz resolve o destino dos dois. Ele é convocado para ser oficial por 3 anos e viaja. Ela engravida, as poucas cartas aumentam a insegurança e claro, a pressão da mãe e ela aceita fazer um casamento com um rico vendedor de joias (Marc Michel). Alguns outros do elenco são: Ellen Farner e Mireille Perrey.
No começo a mãe está com alguns problemas financeiros, também, a loja que elas tem só vende guarda-chuvas. Só mesmo na ficção para uma família ter uma loja grande só com guarda-chuvas e viver disso. Muito poético uma loja de guarda-chuvas, mas nada funcional. Filme clássico, agora é um musical famoso.
Assisti Tower Heist (2011) de Brett Hatner no TelecinePlay. Filme na hora certa. Esse filme faz a gente lembrar que milionário é sempre milionário.
Um milionário, dono de uma rede de hotéis, perde uma fortuna do dinheiro dos outros. O FBI entra na história para salvaguardar o dinheiro dos bancos. Os bens do trilhardário serão confiscados para o banco não ter prejuízo. E os inúmeros funcionários que tiveram suas economias perdidas nas aplicações que o milionário fez? Ficarão mais miseráveis. O filme me fez lembrar a recente pesquisa que mostrou que a minoria milionária no Brasil ficou mais rica na pandemia. Enquanto boa parte da população pensa em como comer, como pagar suas contas essenciais de água e luz, como honrar os seus compromissos, os milionários ficaram mais ricos. Alan Alda interpreta o milionário. Seu funcionário fiel, Ben Stiller. O milionário tem um hotel, seu funcionário exemplar vive para o trabalho, é atento a tudo e a todos, ótimo líder, adorado por todos, acorda de madrugada, se informa fora do expediente, impecável. Ele anda de transporte público, passa sua própria roupa, vive em um bairro simples. Até que ele vê todos se prejudicarem, menos os bancos e o milionário.
Ele decide então localizar o cofre escondido que o milionário guardou boa parte do dinheiro antes da prisão. Ele se junta a um morador que no passado também perdeu tudo na bolsa, vivia no hotel e foi despejado, Matthew Broderick. A dois outros funcionários: Casey Affleck e Michael Peña. A um bandido de rua, Eddie Murphy. E por último, a uma especialista em cofres, Gaborey Sidibe. A investigadora é interpretada por Téa Leoni.