No começo eu estranhei. O protagonista volta da guerra porque seu pai desapareceu. Ele segue então em uma viagem ao sul para procurá-lo com uma amiga e seu tio. Começou a ficar muito fantasioso e eu demorei pra embarcar. Mas no segundo episódio me entreguei de uma tal forma que não queria ver outra coisa. Foi quando comecei a ver também na hora que passava ao vivo na HBO, antes via somente na HBO Go. Lindos e talentosos demais os protagonistas Jurnee Smollett e Jonathan Majors. O pai é interpretado por Michael Kenneth Williams.
Quando eles chegam na mansão e tudo começa a ficar muito, mas muito mágico, me encantei demais. São muitos personagens complexos. O protagonista é filho de uma escrava com um branco, então tem o sangue necessário para um ritual da eternidade. Os brancos (Abbey Lee e Jordan Patrick Smith) querem a vida eterna. Há duas mansões cheias de portas secretas, lugares mágicos, objetos mágicos, fascinante!São muitos personagens complexos. O tio do protagonista (Coutney B. Vance) editava o Guia para Negros. Sua esposa (Aunjanue Ellis), dona de casa, sempre queria viajar com ele, mas não conseguia pelos filhos. A libertação feminina dessa personagem é emocionante. Sua filha (Jada Harris) também tem destaque em um episódio, tadinha, como sofre, e que atriz. Todo o elenco é incrível.
A irmã da protagonista, outra atriz (Wunmi Mosaku) lindíssima e talentosa, em um personagem riquíssimo! Ela é um das que que canta também. Com ela, a série debate uma gama de questões que costumamos não prestar atenção porque não vivenciamos, eu pelo menos. Ela ganha uma poção para se tornar branca e acaba aceitando a chantagem porque quer ter a sensação de poder entrar em qualquer lugar, de ser paquerada, de poder comer em qualquer lugar. De não ser abordada por um policial e expulsa de um lugar, de arrumar um emprego em uma loja de alto padrão.
A série fala inclusive da Guerra do Vietnã. Mexe em vários feridas históricas americanas que não são admiráveis. Riquíssima também a personagem vietnamita interpretada por outra atriz lindíssima e talentosa Jamie Chung. Esse núcleo fala muito do livre arbítrio.
A trilha sonora é demais, duas personagens cantam. Dá pra ouvir a trilha no Spotify.
Eu acabei "assistindo" com a Luli do Café com Leitura na Rede. Foi bem bacana poder falar dos mistérios, das experiências, com quem já sabia dos spoilers.




























