Assisti Before I Wake (2016) de Mike Flanagan na Netflix. Nossa, que filme, me emocionei demais! Psicólogos deveriam ver, que profundidade! No Brasil o título tem spoiler, surreal! Tenho vários filmes que amei dirigidos por Flanagan aqui no blog.
Um garotinho fofo chega para ser adotado por uma família. O ator eu já vi em vários filmes, Jacob Tremblay, sempre muito fofo. Ele foi devolvido várias vezes. A mãe adotiva é interpretada por Kate Bosworth.
A família que o acolhe perdeu um filho. O pai é interpretado por Thomas Jane. Durante o filme que ficamos sabendo como o filho morreu, interpretado por Anton Evan Romero.
É lindo o que essa mãe faz por esse filho, ela não desiste do garoto mesmo quando tem motivos suficientes pra isso. O filme fala muito de perdão, acolhimento, exploração e adoção sem romantismos, é de uma profundidade impressionante! Me emocionei demais!
Assisti Doutor Sono (2019) de Stephen King na HBO Go. Quando vi esse cartaz achei que era uma cópia barata de O Iluminado e demorei pra tentar ver. Eu não gosto de ler detalhes pra não ler spoilers, então demorei pra descobrir que eu que estava redondamente enganada, é a continuação de O Iluminado, inspirado exatamente no livro sequência de mesmo nome do mesmo autor. E que filme genial! Que roteiro! A direção é de Mike Flanagan.
Começa com o garotinho ainda garotinho. Escolheram um garoto realmente parecido com o filme anterior, Roger Dale Floyd. Quando ele cresce é interpretado muito bem por Ewan McGregor. Ele é alcoólatra, mora nas ruas, até que ele resolve se mudar para uma cidade, encontra uma pessoa que resolve ajudá-lo interpretado por Cliff Curtis. Ele paga um período de aluguel de um quarto e o leva a um centro de reabilitação de alcoólicos. Lá, o pastor (Bruce Greenwood)arruma um emprego em um asilo. E é no asilo que Dan recebe o apelido de Doutor Sono, ele acalmava e ajudava as pessoas na hora da morte. Fiquei curiosa pelo livro porque essa parte deve ser bem mais extensa. O filme é muito longo, mais de 2 horas, mas cada minuto é incrível. Daria inclusive uma série começando pelo primeiro livro.
Em paralelo, um grupo atrai crianças pra torturar e matar e com isso aspirar a vida da criança, para que eles vivam a vida eterna. Esse grupo é liderado pela belíssima Rebecca Ferguson. Ela também traz para o grupo uma jovem de 15 anos que tinha o poder de entrar na mente da pessoa e dar ordens, o que facilitaria em pegar as crianças. Essa jovem é interpretada pela linda EmilyAlyn Lidd.
É a personagem da Kyliegh Curran que une as duas histórias. Que atriz talentosa e linda. Ela tem poderes e descobre que um garoto é morto pelo grupo, então ela aciona o Dan para localizar a cova do garoto.
O final acontece no hotel e todos os personagens reaparecem. Inclusive o pai do Dan. Fizeram bons recursos de imagem, parece mesmo o Jack Nicholson, mas nunca filmam de close, bem inteligente. O elenco é extenso, alguns são: Carl Lumbly, Zackary Momoh, Zahn McClarnon, Nicholas Pryor, Violet McGraw, Jacob Trembly, e Selena Anduze. A postagem do livro está aqui.
Assisti O Espelho (2013) de Mike Flanagan no TelecinePlay. Eu vi esse nome olhando no controle remoto, mas achei que era um filme que já tinha visto, só quando coloquei lá é que vi que é um filme de terror e que eu não tinha visto. Eu adoro esse gênero e adorei esse filme. Achei no TelecinePlay e assisti.
No começo achei estranho, o rapaz saía de uma clínica psiquiátrica. a irmã pega o espelho e fala que ele tem que cumprir a promessa de destruí-lo. Achei estranho o filme já começar com o público sabendo o que aconteceu, claro que em parte, mas já sabíamos bastante e pensei como manteriam o suspense. E o roteiro é inacreditável de tão surpreendente. Muito bom.
O elenco é pouco conhecido. O Espelho passa no futuro, com os dois irmãos adultos e passa com as lembranças deles do passado com eles dois crianças. Nem nós, nem os personagens sabem que o que veem é real ou ilusão. Genial! Os adultos são interpretados por Karen Gillan e Brenton Thwaites. As duas crianças por Annalise Basso e Garrett Ryan. Os pais por Katee Sackhoff e Rory Cochrane.
Assisti Ouija: A Origem do Mal (2016) de Mike Flanagan no TelecinePlay. Achei estranho que esse filme tinha entrado nas estreias, achei que já tinha visto, aí vi a data recente. É que o anterior tem o mesmo nome, que eu vi e comentei aqui. Esse é novo sim. Eu adoro filmes de fantasminhas.
Uma mãe tem duas filhas. Ela ficou viúva e resolve fazer sessões paranormais para sobreviver. As filhas ajudam nos efeitos, apagar a vela do sim, a do não. A mãe só procura dar conforto a quem quer falar com os mortos. Que a pessoa saia da casa em paz, que tudo está bem, ou que algo está perdoado. A adolescente acha que está tudo muito monótono. Descobre o tabuleiro Ouija na casa de uns amigos e sugere para a mãe incrementar as sessões com um daqueles.
A mãe treina mexer as peças com um imã e vemos a filha menor, no andar de cima, falando com alguém. Logo a mãe descobre que a filha fala com os mortos, teria herdado o dom de um parente. É assustador como a mãe explora a menina que passa a faltar na escola para elas receberem pessoas e usarem o tabuleiro para ter dinheiro para as contas. É claro que tudo começa a dar muito errado. Gostei bastante. Eu jamais permitiria que um filho meu trabalhasse em um filme assim. Sim, fazem efeitos especiais, mas que criança que não vai querer ver o resultado? No elenco estão: Lulu Wilson, Elizabeth Raiser, Annalise Basso, Henry Thomas e Parker Mack. Obviamente o final fica em aberto.
Assisti A Queda da Casa Usher (2023) de Mike Flanagan na Netflix. Eu quis ver porque é de terror e livremente inspirada em obras de Edgar Alan Poe. Interessante que em alguns momentos os personagens declamam poemas de Poe, genial!
Parecia muito com Sucession, que eu larguei porque não gosto de histórias com reuniões e reuniões corporativas, brigas de herdeiros. A Queda da Casa Usher eu via pouco de cada vez.
Mas assim que todos morrem em uma festa mágica em um casarão começa a ficar muito interessante. No futuro, o patriarca, o ótimo Bruce Greenwood, conta a versão dele pro policial, o incrível Carl Lumb, porque os filhos dele morreram. É muito interessante porque quem conta foi diagnosticado com demência, então o médico diz que ele vai delirar. Até o detetive começa a duvidar das histórias. A gente fica o tempo todo tentando entender se foi aquilo mesmo, se as tramas fantásticas de fato aconteceram. É genial!
E começa a ter fantasminha que não acaba mais. Não fantasminha fofo. São pavorosos. As histórias são muito, mas muito violentas, beiram ao insuportável!
Uma é cientista com a ótima T´nia Miller, ela faz experimentos em macacos, mas jura que não. A imprensa acusa que a indústria faz testes em animais, mas eles juram que não. Muito impactante que ela começa a alucinar com barulho até descobrirmos porque o juízo dela foi afetado.
É uma dura e corajosa crítica a indústria farmacêutica. A personagem da excelente Ruth Codd é casada com o patriarca. Ela é a prova viva que os remédios são incríveis. Ela toma cada vez mais o carro chefe da empresa. Ela quer parar, mas ela é a representação que os remédios são incríveis, ninguém deixa, nem os médicos. Todos são ratos de laboratório. Todos os horrores estão relacionados aos medicamentos que viciam, destroem o meio ambiente, criam alucinações, doenças. Mas eles negam tudo.
Quem costura toda a trama é a personagem instigante da Carla Gugino. É o grande mistério da trama!