Assisti Panama (2015) de Pavle Vuckovic na Globoplay. Gosto da ideia dos streaming buscar filmes estrangeiros desconhecidos pros seus acervos, Netflix usa muito bem esse recurso. Esse filme é sérvio e bem sofrível. Está entre os mais vistos desse streaming, bem como Bruna Surfistinha, que é ótimo, e muito provavelmente pelo mesmo motivo, pelas cenas de sexo.
Dois jovens se conhecem, ele diz que não quer nada sério, ela concorda já que acabou de sair de um relacionamento. Só que o acordo não dá certo. Ele passa a ficar absurdamente ciumento, mala total, machista insuportável. E ela parece que se apaixonou, era só ele negociar a mudança de acordo. Mas ele fica com uma moça e com ela, mas acha que ela que trai. Eu me pergunto até agora porque vi até o final. Bom, eu queria saber o desfecho dessa história. Porque ele acha que ela esconde algo e em algum lugar o filme está como suspense. Então, o filme acaba, do mesmo jeito que começou e ponto! E aí eu me pergunto porque eu postei, talvez pra avisar vocês pra não perder tempo. O trailer parece que o filme é animado, é uma pasmaceira total.
Assisti a 1ª Temporada da série The White Lotus (2021) de Mike White na HBOGo. Eu ouvi muitos dizerem que era a melhor série do ano que resolvi ver, mesmo sendo classificada como comédia. Acho que é mais humor negro que outra coisa.
Logo no começo não queria parar de ver porque parecia Ilha da Fantasia que sempre gostei. Um grupo chega em um hotel de luxo no Havaí pras férias.
A série fala de ricos, muito ricos e seus privilégios. É toda irônica! São poucas famílias, não muitos personagens e somente 6 episódios. Vi que a segunda temporada muda o local do hotel. O elenco é ótimo: Murray Bartlett, Natasha Hothwell, Connie Britton, Jennifer Coolidge, Alexandra Daddario, Jake Lacy, Britany O´Grady,Steve Zahn, Fred Hechinger, Lukas Gage, Scott Kekumano e Sydney Sweeney. A série resolve uma série de problemas do gênero, como prender atores em várias temporadas. Como cada temporada há novos hóspedes, eles são sazonais. Alguns até retornam, mas podem pegar atores famosos de filmes, porque eles logo estarão livres pra outro trabalho. Também gostei da ideia de variar os hotéis e locais.
Eu gostei que o desfechos das histórias não eram o que queríamos, mas sim que era coerente com toda a narrativa. Os privilegiados não querem perder os seus privilégios, nem os seus agregados. Eles até se debatem, mas na hora que precisam decidir em abandonar o luxo pra se libertar do poder de quem tem dinheiro, recuam. Só um único personagem teve força suficiente pra romper com tudo aquilo e ser feliz.
Assisti A Cabeça de Gumercindo Saraiva (2018) de Tabajara Ruas na PrimeVideo. Fui ver na casa da minha amiga o que podia assistir desse streaming e escolhi esse. Amo Leonardo Machado e Murilo Rosa e amei Netto Perde sua Alma disse diretor. Ele é um pesquisador da história do Rio Grande do Sul, publicou vários livros. Esse filme é baseado na história e lendas do militar maragato Gumercindo Saraiva da Revolução Federalista. Que filme! Inteligente, cirúrgico, fala muito da loucura da guerra, da loucura que acomete seus exércitos, as pessoas, não importam que lado estejam. Do ódio que gera ódio.
Leonardo Machado interpreta um dos filhos de Gumercindo que foi morto. O filho vai com seu irmão e primo enterrá-lo, mas o exército corta a cabeça e designa um militar para levar a cabeça para um oficial em Porto Alegre. Adoro muitos atores. O irmão é interpretado por Marcos Pitombo e o primo por Allan Souza Lima. O amigo fiel da família por Sirmar Antunes. Há participações de Marcos Breda, José Victor Castiel, Rogério Beretta, Mariana Catallane e Marcos Verza.
A família começa numa caçada pra recuperar a cabeça e enterrar com o corpo. O texto é incrível, os embates nos viram do avesso, que filme lindo e profundo. E que fotografia de Alexandre Berra. Algumas cenas foram filmadas nas Missões. As paisagens do Rio Grande do Sul são deslumbrantes. O desfecho é catártico. O militar vai encontrar o oficial que está na ópera. e está passando uma ópera no Theatro São Pedro de Porto Alegre, que brilhante. Tudo é genial! Que filme!
Sempre tenho muita emoção em montar a Retrospectiva 2022 do blog e esse ano foi mais impactante ainda com a volta dos eventos presenciais. Antes até tiveram alguns, mas bem pontuais, poder voltar e ver eventos foi indescritível. Por esse motivo vou começar com o teatro que tiveram peças incríveis, várias entre as melhores peças que já vi na vida. Eu separo por temas, então cada um pode olhar só o segmento que interessa.
Mas o streaming foi ainda predominante companheiro. O trabalho retomando devagar, vi inúmeros filmes. Os melhores foram os brasileiros, uma lista infindável com os melhores filmes que já vi na vida. Inclusive foi difícil definir quais eram os que mais gostei pra por na imagem, porque são muitos.
Assisti Verão de 85 (2020) de François Ozon no TelecinePlay. Faz tempo que esse filme entrou na grande de programação do Now. Adoro esse diretor! Esse é um filme romântico inspirado na obra Dance On My Grave de Aidan Chambers.
É uma história de amor de dois rapazes. O mais novo cai de um barco, talvez aqui se chame veleiro e o outro socorre. Eles ficam amigos. Pro mais novo é uma mudança grande na vida dele, o pai é estivador e que quer que ele largue os estudos pra arrumar um emprego. O professor acha que ele tem dom para ser escritor, bom, é preciso sobreviver e leva tempo os poucos que conseguem. A mãe quer que o filho faça o que quiser.
O rapaz mais velho tem uma situação financeira melhor. Ele também largou os estudos. Sei pai faleceu e ele assumiu a loja do pai com a mãe. O garoto é contratado na loja e ainda permitem que ele continue os estudos. Os dois estão muito bem Félix Lefebvre e Benjamin Voisin. O rapaz era apenas um garoto que sofreu com a morte de seu primeiro amor e lidou mal com o ocorrido como qualquer um de nós.