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sábado, 11 de janeiro de 2025

BBB o Doc

Assisti o BBB o Doc (2025) na TV Globo. Esse ano o BBB faz 25 anos então a Globo preparou vários produtos pra comemorar. Começou com uma comercial cerimônia. E agora esse documentário. É muito difícil falar de 25 anos de programa em quatro episódios, inúmeros participantes, mas foram bem cuidadosos. Sim, faltou um monte de gente, mas conseguiu falar de vários. Alguns BBBs que falei nesse blog. Agora, o documentário está disponível na GloboPlay.

Eu vi pouco dos primeiros, via algumas matérias, trechos, um ou outro pedaço de um programa, mas ver direto só uns anos depois. Bam Bam foi o primeiro vencedor e continua insuportável. Ele tem aquele ranço que as pessoas tinham no passado de achar que a maioria some depois, que poucos "deram certo", o que significa que é estar na mídia, sendo que alguém conseguir viver dignamente, ou mudar a vida financeiramente com a administração financeira do prêmio é ter dado certo. Arrogante comentou que só ele, a Sabrina Sato e a Grazi Massafera é que chegaram em algum lugar depois. Primeiro o erro de achar que se a pessoa não fica na mídia não deu certo, depois aquele olhar preconceituoso que existia no começo sobre ex-BBBs. Teve um tempo que a maioria temia ser ex-BBB. Hoje já mudou tanto, que é só mais um veículo para ter visibilidade. Agora inclusive já tem os Camorates, que são pessoas já dá mídia que participam. Eram meio a meio, mas pela preferência do público pelos Pipocas, agora são em menor número. Nessa foto está DG, Douglas Silva, já ator consagrado, que conseguiu um pouco mais de visibilidade e logo depois emplacou um personagem no ótimo Todas as Flores.
O documentário entrevistou os apresentadores, como o icônico Pedro Bial e lembraram as mudanças no tempo. 25 anos integram as inúmeras mudanças tecnológicas. Mostraram que pra votar as pessoas ligavam em telefone discado e nem falaram do alto custo de cada ligação. Imagino o susto dos pais na hora da conta. Amei todos os apresentadores. Tive resistência as mudanças, achava sempre que ninguém ia ser melhor ao que estava no ar, mas adorei Tiago Leifert e agora Tadeu Smith. Espero ansiosamente a vez da Ana Clara, uma ex-BBB que já comandou dois programas de realitys, um no Multishow e outro na Globo.
Entrevistaram Boninho que pela primeira vez não estará na direção do programa. E também o criador internacional do modelo. Ele contou que ofereceu gratuitamente pra Holanda, que ao final ele já tinha inúmeros pedidos de vários países. O Brasil é um modelo de muito sucesso, nunca pararam de evoluir. De vez em quando um participante de um BBB internacional faz intercâmbio com o Brasil e vemos pedaços do programa e é apavorante a "casa", que é sempre um cenário tosco, tudo feio. 
No Brasil aguardamos ansiosamente as imagens da casa. O BBB se inova a cada ano. Nesse Tadeu apresentava os participantes no Big Day em cada departamento da casa. Depois entraram influencers, jornalistas, fofoqueiros, então temos vídeos e vídeos da casa que está deslumbrante. O tema desse ano é em comemoração aos 60 anos da TV Globo. No passado era preciso assinar a peso de ouro o Pay Per View, termo que caiu em desuso. Agora a GloboPlay disponibiliza o programa em seu streaming então aumentou expressivamente quem assiste em tempo real o BBB.

Eu adorei os painéis na área externa, tem o pantanal, o mar e a cidade. O BBB se inova a cada ano, nesse as turmas vão entrar em dupla, mas como o BBB aprende sempre com seus erros, em um momento eles vão se separar e concorrer individualmente. Algumas invenções vem de outros BBBs pelo mundo, mas boa parte das invenções vem da mente criativa dos próprios organizadores brasileiros. Agora tem o pavor das torcidas, a força da internet. A Globo está tentando o tempo todo impedir avalanche de votos, pode até votar inúmeras vezes, mas a contagem tem outros critérios, mas a gente reclama sempre todo ano. A gente é o público que eu me incluo, mas também o grupo de Whatsapp que participo há anos só pra falar de BBB, só é ativado nessa época.
O documentário não se furtou de falar de assuntos polêmicos, como a participação da Emily Araújo e a violência doméstica que sofreu na casa. O BBB na época demorou pra agir e o público, ainda não acostumado a essas pautas, demorou pra acolher a jovem. Também falou da Ariadna, a primeira trans que participou da casa e que infelizmente saiu na primeira semana, o fato mais temido para qualquer BBB, mas que nunca foi esquecida como normalmente acontece.
Solange Vega teve também atualização histórica. Em sua participação ela sofreu racismo e o público não a acolheu, nem o programa. Tudo passou como desavença entre participantes, o que hoje não aconteceria. Sim, devagar, nós evoluímos. No começo só escolhiam brancos com raras exceções. Eram sempre jovens, lindos, modelos, profissionais de educação física. Aos poucos foram fazendo sorteio para o público entrar e foram misturando etnias, vários estados, inclusive de cidades pequenas do interior, multiplicidade de idades, pessoas com deficiência. Era comum só ter um único negro no grupo.

As profissões também foram mudando. Duas médicas já venceram Thelma Assis e Amanda Meirelles. Há regularmente professores e variação etária. Na pandemia mais velhos foram vetados por serem do grupo de risco, mas nessa edição que será em duplas, tem bem mais diversidade etária. As edições tem a cota agora de atletas olímpicos, paralímpicos. Os participantes são bem mais diversos. 

No último episódio destacaram os vencedores, alguns com mais destaque como uns que amei Diego Alemão, Maria e Juliette. E pincelaram vários outros como a Mari, outra vencedora. Ela comprou várias casas na terra dela com o dinheiro do prêmio e uma escola para a filha que já se formou. Ela vive com um certo conforto porque soube ampliar o valor do prêmio e realizar os seus desejos. Mari inclusive foi uma que foi escolhida por sorteio em uma revista.

Adorei o documentário, que venha o BBB25. 


Beijos,
Pedrita

domingo, 29 de setembro de 2024

Falas de Acesso

Assisti Falas de Acesso (2014) de Pedro Henrique França e Daniel Gonçalves na Globoplay. A direção artística é de Patrícia Carvalho. Assim que começaram as chamadas na TV Globo quis ver. Consegui ver depois na Globoplay e continua disponível por lá. É daqueles documentários que queremos que todos vejam. 

A estrutura do programa foi muito inteligente. Teve vários estilos de quadros. Gostei muito os que promoviam experiências. Em um restaurante totalmente adaptado e lotado de deficientes, recebeu pessoas sem deficiência que são tratadas muito semelhante como os deficientes em geral são tratados. Pra piorar o desconforto deles, tudo é adaptado, então não tem cardápio pra pessoas sem deficiência. Muito chocante quando um deficiente pede self a uma pessoa que não tem deficiência porque o filho vai adorar e que ainda dá engajamento. Constrangedor! Um falou com voz de criança, infantilizando a pessoa. Foram várias situações constrangedoras. Adorei ver a atriz de Todas as Flores, Camila Alves no especial. Ela falou sobre cães guias, sobre a lei e a forma como a lei é sistematicamente desrespeitada. Quero ver logo a atriz novamente em cena.
A jornalista Flávia Cintra foi a apresentadora onde falou de leis, estatísticas. Samantha Quadrado também participa com seu marido Breno Viola. Eu gosto demais das postagens dela no instagram e como é linda. Dois outros quadros vivenciavam momentos. O famoso cafezinho na empresa e as conversas "descontraídas" com Daniel Gonçalves e Eduardo Sterblich. E cumprimentos de casamento entre um cadeirante e sua esposa. Letícia Colin faz a preconceituosa convidada. O cadeirante comenta com o público como a convidada o ignora, a convidada elogia a noiva pelo gesto de casar com o cadeirante. Que desconforto que sentimos!

A influenciadora Tatá Mendonça participou de um quadro onde ela dizia que o recurso para ouvir as mensagens do celular não estava funcionando, se a pessoa podia ler pra ela os comentários, que eram discursos de ódio. Todos ficam constrangidos com os horrores que escreviam pra ela. Esse exercício é ótimo. Se ver alguém destilando ódio, peça pra ela ir até a pessoa e repetir presencialmente. Nem todos vão perceber, mas vários na hora vão se sentir constrangidos. Parece que escrevendo pode. Discurso de ódio não é liberdade de expressão. 

Pedro Henrique França vem se especializando como documentarista. Está sempre em projetos incríveis. Comentei sobre dois deles aqui.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 26 de dezembro de 2023

Retrospectiva 2023

Retrospectiva 2023

Ópera

Foi um ano intenso de eventos presenciais. A montagem da ópera O Navio Fantasma de Wagner está entre os espetáculos mais impactantes que eu já vi.

Fotos de Stig de Lavor.

Livros

Achei que tinha lido menos esse ano porque por empenho e sorte trabalhei mais, mas acabei lendo 14 livros até agora. Os que mais me impactaram foram 9.

Cachorro Velho de Teresa Cárdenas da Pallas

O Alegre Canto da Perdiz de Paulina Chiziane da Dublinense

Úrsula de Maria Firmina dos Reis da Companhia das Letras

Becos da Memória de Conceição Evaristo da Pallas

Açúcar Queimado de Avni Doshi da Dublinense

 O Mapa de Sal e Estrelas de Zeyn Joukhadar da Dublinense

As Sete Mortes de Evelyn Hardcastle de Stuart Turton da Dublinense

A Garota Exemplar de Gillian Flynn da Intrínseca

As Benevolentes de Jonathan Littell da Alfaguara
Cinema brasileiro

Foram muitos filmes brasileiros impactantes.
 
Órfãs da Rainha de Elza Cataldo

Carvão de Carolina Markowicz

Regra 34 de Júlia Murat

A Mãe de Cristiano Burlan

Helen de André Meirelles Collazo

Um Dia com Jerusa de Viviane Ferreira

Álbum de Família de Daniel Belmonte

Teatro

Em teatro vi a inacreditável Amadeo de Côme de Bellescize. E a doce A Pequena Semente do Tempo da Navega Jangada.

Documentário

Foram dois documentários. Chic Show que eu desconhecia por completo e o incrível levantamento jornalístico no Vale dos Isolados.


Música

E em música fiquei estupefata com o piano do espanhol Martín García García. Belíssimo o  Le Concert des Nations e Jordi Savall, A Sinfonia nº 3 de Mahler, a Sinfonia Alvorada e o concerto do Centro de Música Brasileira com Fabio Cury no fagote e Luiz Guilherme Pozzi ao piano e o Duo Palheta ao Piano.

Novelas

Em novelas, a inovadora Vai na Fé, a desconcertante Todas as Flores e a impecável Força de um Desejo.



Curta

Em curta amei Big Bang, muito profundo. E os quatro curtas de Roald Dahl dirigidos por Wes Anderson.

Séries

Foram muitas séries incríveis. As duas temporadas de The White Lotus 1 e 2, Rota 66: A Polícia que Mata, duas temporadas de His Dark Materials, 2 e 3, The Fall of the House of Usher e Lupin 3.

Cinema

Filmes são os que mais vejo. E foi um ano de filmes muito, mas muito marcantes.


Separei alguns muito impactantes, que me viraram emocionalmente do avesso.


Exposições

Foram muitas exposições marcantes.

















Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 7 de agosto de 2023

Todas as Flores - Parte 2

Assisti Todas as Flores - Parte 2 (2023) de João Emmanuel Carneiro na GloboPlay. Como eu amo essa novela. A primeira parte eu comentei aqui. Se a mocinha sofre muito na primeira, nessa não é diferente. Sophie Charlotte está incrível como a doce Maíra que fica amarga, rancorosa e vingativa. Sua mãe sequestra seu filho, ela então começa um plano pra destruí-la. Rouba o seu dinheiro, faz cirurgia nos olhos e passa a ter baixa visão, mas mantém em segredo. Como lidar com bandido é sempre perigoso, ela se prejudica bastante.


 

Humberto, mais canalha que nunca, rendeu bons momentos. Fiquei triste com o desfecho dele. Inacreditável, porque é muito vilão, dá até vergonha querer ele sobrevivendo e se dando bem. Fábio Assunção arrasou. Ele e a dupla com a Regina Casé renderam momentos deliciosos.

A turma da fazenda continua sofrendo horrores. Como  os internos precisam mostrar que colaboram, vários nunca sabemos de que lado estão. Estão ótimos Samantha Jones, Duda Batsow e Luiz Fortes. Muito bom que a grande Denise Weinberg se une ao time. Ela é a grande cientista que faz experimentos e ainda cuida de toda a parte médica dos internos para melhor resultados nos crimes de tráfico de crianças e órgãos. A fazenda tinha algumas forçadas. Quem era indisciplinado era incapacitado por cirurgia e mantido por lá. Custo alto demais manter inúmeros inoperantes que precisavam de remédios, funcionários, refeições. Vendiam os órgãos depois, mas ter tanto interno era esquisito. Mas dramaturgicamente a trama funcionava muito bem. 

Como eu torcia por Mauritânia e Javé, mas era uma relação difícil. Ele tinha uma química forte e uma relação sexual longa com a filha da Mauritânia e o que todos desconfiavam, ainda era pai do filho da jovem, portanto, pai da neta da amada. Thalita Carauta em um dos seus melhores personagens. Gostei muito do Jhona Burjak. Cenas quentes de vários atores não faltaram. No twitter então viviam falando que a Rhodes parecia um motel de tanto casal que namorava por lá. Muitas cenas quentes e instigantes.
Minhas amigas terminaram de ver antes e disseram que gostaram dos desfechos. Eu concordo. Achei muito coerente o final do Pablo. Caio Castro estava ótimo. Abrir mão de uma fortuna não parecia ser o perfil dele. Como a novela falava de tráfico humano, a segunda temporada foi bem tensa, muito até, sofri bastante. Mas não dava pra imaginar que pessoas que trabalhavam há tantos anos com tráfico de pessoas, órgãos, fossem ter ações sem violência. E como a Maíra gostou de ter filho. Gostei muito! Grande novela!
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 13 de julho de 2023

Singularidades Interativas - FILE São Paulo 2023

Fui a exposição Singularidades Interativas na FILE - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica no Centro Cultural Fiesp. Se eu não tivesse insistido com o 007 pra irmos ao Sesi ver a exposição Terra Terreno Território, não tínhamos nos divertido tanto nessa mostra. É um programa e tanto pra fazer com as crianças ou para qualquer um. A gente não queria ir embora pra ficar experimentando as tecnologias. Tinha bastante gente mas dava pra ficar alternando pra liberar a outra atração, mas pelo sucesso deve lotar cada vez mais.

São inúmeras possibilidades tecnológicas. São 183 obras interativas de 39 países. Eu fiquei fascinada com essa, amei fazer as flores, o que fiz com os dois tecidos coloridos e as duas cordas geraram aquela flor.

Mas a mesma montagem permitia outras possibilidades, como essas ondas ou fogo. Eu gostei tanto desse que não queria sair dele, acho que ficaria o dia todo se pudesse. Eu e uma moça que estava na mostra também queríamos montar as flores. Eu queria conseguir a combinação que tinha feito antes mas não tirei foto. E como gira em flor, água e fogo, quando conseguia voltar ao balcão estava na água ou no fogo. O 007 foi muito paciente.
Mas eu me senti vingada quando o 007 ficou fascinado com as combinações dessas imagens. Ele fez tanto vídeo no meu celular, um mais lindo que o outro. E eu fui modelo por muito tempo. Depois ele quis só a sombra de nós dois, em vários formatos, de um lado, de outro, de frente, que não aparecesse o celular, foi muito divertido. Eu amei todas as fotos e vídeos!
Desses pássaros eu fiz um vídeo, são lindos demais, e no story do instagram mudei a música, ficou lindo demais. Muito interessante porque tem orientadores, vários. A primeira interação que vimos a pessoa tem que colocar aqueles óculos de realidade virtual e se movimentar em frente a uma tela. Depois vai ver o que acontece. Interessante que o orientador avisa que nesse só podem participar maiores de 14 anos, porque as ações com o rosto da pessoa podem ser brigas, mas eu só vi gente andando. Acabei depois me encantando com outras ações e nem voltei pra ver o que aconteceria mais nessa cena. Agora todo ano vou querer ir ver o FILE.




Beijos,
007
e
Pedrita