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domingo, 17 de novembro de 2024

Arsène Lupin: O Ladrão de Casaca de Maurice Leblanc

Terminei de ler Arsène Lupin: O Ladrão de Casaca (1907) de Maurice Leblanc da Camelot Editora. Eu queria muito ler alguma trama de Arsène Lupin desde que vi a série Lupin. Essa edição tem aquele papel que nem se usa mais, que faziam para edições de bancas, com um cheiro familiar de infância. Tenho amigas que recebem livros e doam. Fiquei eufórica quando vi esse na lista que tanto queria ler.

O marcador de livro é da Livraria Cultura.

Na série, um ladrão nos dias de hoje se inspira em Lupin para roubos. Inclusive o filho do personagem se encanta com os livros e passa a utilizar os mistérios para localizar seu pai e antecipar seus passos. No O Ladrão de Casaca tem o capítulo do colar, que é um pouco diferente da série, mas com a mesma mágica.
 
Obra Uma Tarde de Domingo na Grande Jatte (1884) de Georges Seurat.

Eu descobri agora que Maurice Leblanc foi procurado para fazer um personagem semelhante ao britânico Sherlock Holmes que fazia tanto sucesso. Leblanc, como pessoas brilhantes criam, teve a ideia de fazer alguém tão famoso quanto o investigador, mas com outra profissão. Um brilhante ladrão! Sim, tem um investigador de Lupin, que apesar de muito inteligente, não conseguia se adiantar ao seu criador de roubos.

Obra Le Navire Dans la Tempest (1899) de Henri Rousseau

São 9 contos em sequência, mas cada um se encerra em si mesmo. O seguinte será a continuação, mas cada história tem o seu término. A primeira é em um navio. A segunda Lupin está preso. E cada conto vem com a sua história e finalização. Um texto genial, inteligente, quase como um cubo mágico, as tramas vão aparecendo e se encaixando e ficamos estupefatos a cada conto com a genialidade de Lupin. Leblanc escreve um texto rico em vocabulário, Lupin tem a sua genialidade muito ligada a objetos e acompanhamos as descrições deles.

Obra Masoin au Toit Rouge (1887) de Cézanne

O último conto é muito divertido. O autor resolve fazer uma brincadeira com Sherlock Holmes, ele muda um pouco o nome do personagem, Herlock Sholmes, e o detetive vai tentar desvendar um mistério e Lupin brinca com ele. Sim, Herlock descobre logo a forma do roubo, mas é driblado por Lupin, muito engraçado.


Beijos,
Pedrita

terça-feira, 26 de dezembro de 2023

Retrospectiva 2023

Retrospectiva 2023

Ópera

Foi um ano intenso de eventos presenciais. A montagem da ópera O Navio Fantasma de Wagner está entre os espetáculos mais impactantes que eu já vi.

Fotos de Stig de Lavor.

Livros

Achei que tinha lido menos esse ano porque por empenho e sorte trabalhei mais, mas acabei lendo 14 livros até agora. Os que mais me impactaram foram 9.

Cachorro Velho de Teresa Cárdenas da Pallas

O Alegre Canto da Perdiz de Paulina Chiziane da Dublinense

Úrsula de Maria Firmina dos Reis da Companhia das Letras

Becos da Memória de Conceição Evaristo da Pallas

Açúcar Queimado de Avni Doshi da Dublinense

 O Mapa de Sal e Estrelas de Zeyn Joukhadar da Dublinense

As Sete Mortes de Evelyn Hardcastle de Stuart Turton da Dublinense

A Garota Exemplar de Gillian Flynn da Intrínseca

As Benevolentes de Jonathan Littell da Alfaguara
Cinema brasileiro

Foram muitos filmes brasileiros impactantes.
 
Órfãs da Rainha de Elza Cataldo

Carvão de Carolina Markowicz

Regra 34 de Júlia Murat

A Mãe de Cristiano Burlan

Helen de André Meirelles Collazo

Um Dia com Jerusa de Viviane Ferreira

Álbum de Família de Daniel Belmonte

Teatro

Em teatro vi a inacreditável Amadeo de Côme de Bellescize. E a doce A Pequena Semente do Tempo da Navega Jangada.

Documentário

Foram dois documentários. Chic Show que eu desconhecia por completo e o incrível levantamento jornalístico no Vale dos Isolados.


Música

E em música fiquei estupefata com o piano do espanhol Martín García García. Belíssimo o  Le Concert des Nations e Jordi Savall, A Sinfonia nº 3 de Mahler, a Sinfonia Alvorada e o concerto do Centro de Música Brasileira com Fabio Cury no fagote e Luiz Guilherme Pozzi ao piano e o Duo Palheta ao Piano.

Novelas

Em novelas, a inovadora Vai na Fé, a desconcertante Todas as Flores e a impecável Força de um Desejo.



Curta

Em curta amei Big Bang, muito profundo. E os quatro curtas de Roald Dahl dirigidos por Wes Anderson.

Séries

Foram muitas séries incríveis. As duas temporadas de The White Lotus 1 e 2, Rota 66: A Polícia que Mata, duas temporadas de His Dark Materials, 2 e 3, The Fall of the House of Usher e Lupin 3.

Cinema

Filmes são os que mais vejo. E foi um ano de filmes muito, mas muito marcantes.


Separei alguns muito impactantes, que me viraram emocionalmente do avesso.


Exposições

Foram muitas exposições marcantes.

















Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Lupin - Parte 3

Assisti Lupin, Parte 3 (2023), de George Kay na Netflix. Como adoro essa série e como ansiava por essa continuação. Omar Sy está maravilhoso como sempre.

Mais mirabolante que nunca, Lupin forja sua própria morte. Dá muita pena da família (Ludivine Sagnier e Etan Simon), mas o filho acha o tempo todo que seu pai está vivo segundo um de seus livros. Eu gosto tanto da série, não entendo porque ainda não fui atrás dos livros.
Em paralelo vai passando a adolescência do Lupin pra explicar essa temporada, ou pra mostrar que a história se repete. Essa cena é do final da copa, quando a França joga com o Brasil. Mamadou Haidara faz muito bem o Lupin jovem. A trama da juventude fala muito da exploração de menores com a falsa premissa de ajuda. O instrutor de luta dos jovens, ajuda eles se colocando como tutor pra eles terem casa, mas ele pede contrapartidas. 
Naky Sy Savané é a mãe de Lupin que é muito presente na terceira temporada. Boa parte das tramas ela está envolvida.

Os policiais (Soufiane Guerrab e Shirine Boutella) sofrem o diabo nessa temporada. O amigo (Antoine Gouy) de Lupin também.  

As outras postagens do Lupin.
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Retrospectiva 2021

Nesse ano dificílimo, as séries e filmes foram mais presentes na Retrospectiva 2021

Foi difícil selecionar algumas séries, porque as que amei foram muitas.

Squid Game
Cidade Invisível
O Hóspede Americano
Mare of Easttown
Handmaid´s Tale 4
Lupin 1 e 2 
Dark 2 e 3

Em cada atração o link da postagem no blog.

Música também só foi virtual:

Show Somos Um de Maria Rita Stumpf

CD Psallo Trio Josani Pimenta, e dois outros músicos excelentes, Eduardo Minczuk na trompa e Marcelo Pimenta 

As Duas Sonatas para Viola e Piano de Brahms com Horácio Schaefer, viola, e Sergio Melardi, piano

Novela só teve uma:

Amor de Mãe

Peças foram duas virtuais da Cia Navega Jangada



Foi difícil selecionar os filmes, gostei de muitos:



Livros também foram grandes companheiros, igualmente difícil selecionar alguns:

O Alforge de Bahiyyih Nakhkavani
Madame Oráculo de Margaret Atwood
Uma Menina Está Perdida no Seu Século À Procura do Pai de Gonçalo M. Tavares
Minha História por Michelle Obama
Sem Gentileza de Futhi Ntshingila
Holocausto Brasileiro de Daniela Arbex











Feliz 2022! Que seja um ano melhor pra todos!

Beijos,




Pedrita

domingo, 20 de junho de 2021

Lupin - Parte 2

Assisti a segunda temporada de Lupin (2021) de George Kay na Netflix. Foi interessante como criaram a expectativa sobre essa série. Em geral as séries tem 8 a 10 episódios em cada temporada, dividiram Lupin em 5 em cada, sendo que a última da primeira teve um gancho quase insuportável, fazendo com que aguardássemos ansiosamente o segundo pra saber o que acontece, foi uma estratégia bem interessante. Gosto que a Netflix não fica colocando semanalmente a conta gotas os episódios, faz tempo que não vejo mais na hora que passa algum filme ou série, o modo também de disponibilizar as séries também vem mudando, talvez os canais que ainda insistam em passar o filme em um horário e data precisem rever as estratégias.

A primeira termina com o sequestro do filho do Lupin. Sim, são muito sustos, mas é muita estratégia. Incrível. Muita raiva da policial que não responde o preso quem estava no carro, muita perversidade. Não é porque prendeu alguém que esse alguém passa a não ter mais direitos. O cachorrinho é um grande personagem. O amigo (Antoine Gouy) do Lupin tem uma participação grande nessa parte. 

O modo sempre como é feito é genial. Vamos vendo os acontecimentos, Lupin sempre em risco. Um pouco antes do concerto o tempo volta e vamos vendo como o plano foi sendo elaborado, genial. Lupin sabia que para pegar um poderoso, teria que ter muitas provas pra ele não conseguir se safar. Até eu que tinha uma ideia fiquei surpresa. Gostei que Lupin faz a filha do poderoso descobrir as mentiras do pai sem ele contar, mas com artimanhas. Quero o Colbert nas outras temporadas. Nessa etapa ainda aparecem: Soufiane Guerrab, Clotilde Hesme, Ludvigne Sagnier, Hervé Pierre, Vincent Garanger, Shrine Boutella, Vincent Loudez e Stepan Crepon.

Beijos, 
Pedrita